ANÁLISE DO PERFIL DE TEXTURA DE SALSICHAS DE BAIXO CUSTO COM REDUÇÃO DE SÓDIO ELABORADAS COM BLENDS DE SAIS DE CLORETO DE CÁLCIO, CLORETO DE SÓDIO E CLORETO DE POTÁSSIO
O objetivo desse trabalho foi avaliar a influência de blends de sais substitutos ao cloreto de sódio sobre o perfil de textura de salsichas. Nove formulações de salsichas contendo 60% de carne de frango mecanicamente separada foram elaboradas utilizando-se diferentes blends de sais substitutos com força iônica equivalente a 2% de sal (NaCl), sendo: F1: 2% NaCl; F2: 1,5% NaCl; F3: 1% NaCl; F4: 1,5% NaCl, 0,63% KCl; F5: 1,5% NaCl, 0,2% CaCl2; F6: 1,5% NaCl, 0,31% KCl, 0,1% CaCl2; F7: 1,0% NaCl, 1,27% KCl; F8: 1,0% NaCl, 0,4% CaCl2; F9: 1,0% NaCl, 0,63% KCl, 0,2% CaCl2, com 3% de lactato de sódio. As formulações foram avaliadas quanto ao perfil de textura (TPA) através dos seguintes parâmetros: dureza, elasticidade, coesividade e mastigabilidade. Avaliando-se isoladamente cada amostra ao longo de 30 dias sob refrigeração a 7ºC, a dureza aumentou (p<0,05) para os tratamentos F1, F3, F4, F5, F7, F8, fato que pode ser atribuído à maior perda de líquido (água e gordura). As formulações (F6 e F9) não diferiram (p>0,05) quanto à dureza no início e final da estocagem, revelando-se como as de maior estabilidade ao longo do shelf life. Os resultados de mastigabilidade podem ser avaliados de forma similar, pois está diretamente relacionado à dureza. Comparando-se as formulações entre si, os maiores valores de dureza foram para amostras F8, F7, F5 e o menor valor para F3 devido a menor força iônica (sem sais substitutos). Desta forma, pode-se concluir que as demais apresentam propriedades de textura semelhantes a controle.