Efeitos alométricos, históricos e ecológicos na forma da vértebra lombar dos ratos-de-espinho (Echimyidae, Rodentia)

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Apresentação Oral
  • Eixo temático: Anatomia comparada
  • Palavras chaves: Esqueleto axial; Locomoção; Octodontoidea; tamanho;
  • 1 Universidade Federal do Rio de Janeiro

Efeitos alométricos, históricos e ecológicos na forma da vértebra lombar dos ratos-de-espinho (Echimyidae, Rodentia)

Thomas Furtado da Silva Netto

Universidade Federal do Rio de Janeiro

Resumo

As cerca de 100 espécies de equimídeos incluem táxons semifossoriais, ambulatoriais, arborícolas e semiaquáticas, e apresentam ampla variedade de formas e tamanhos, reunindo representantes de 100g a 5Kg. Para compreender os efeitos do tamanho, dos hábitos locomotores e da filogenia sobre a sua morfologia lombar foram fotografadas sob vistas cranial, caudal, lateral, dorsal e ventral as penúltimas vértebras lombares de 115 indivíduos, incluindo 26 spp de 15 gêneros, as quais foram submetidas a análises de morfometria geométrica bidimensional com o estabelecimento de 54 landmarks. A massa corporal do animal mostrou-se fortemente correlacionada com o tamanho do centroide vertebral (r²>0,6), embora pouco relacionada à forma (r²<0,1). O aumento do tamanho vertebral esteve associado à expansão dorsal do espinho neural, expansão dorso-ventral do corpo vertebral, e deslocamento do processo transverso nos sentidos cranial e lateral, conferindo maior robustez e estabilidade à coluna. Detectou-se fraco a moderado sinal filogenético na forma sob todas as vistas (0,76 < K de Blomberg < 0.50; P < 0.05), exceto a ventral. Os hábitos locomotores apresentaram forte diferenciação morfométrica (MANOVA: F > 4,0; P < 0.005) e, em uma Análise de Componentes Principais Filogenética, ocuparam regiões distintas no morfoespaço, especialmente sob vista cranial e lateral, sendo detectada marcante convergência evolutiva em arborícolas e ambulatoriais. Os arborícolas e semifossoriais possuem a forma vértebra lombar de modo a restringir a mobilidade da coluna, conferindo maior estabilidade à mesma, enquanto ambulatoriais têm a forma de modo a aumentar a mobilidade da coluna. Concluímos que a variação na forma da vértebra lombar dos equimídeos é estruturada sobretudo pelos hábitos locomotores.

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Autor

Thomas Furtado da Silva Netto

Olá, Jamile.

Essa abordagem é de fato bem interessante, faremos essa testagem.

Agradeço suas considerações!

Autor

Thomas Furtado da Silva Netto

Olá, Nathália!

A região cervical possui fortes padrões de integração entre as vértebras, mais que outras regiões da coluna vertebral. Tanto que a região cervical é fortemente conservada nos mamíferos. Entretanto, encontramos diferenças morfológicas nas vértebras cervicais entre clados.

Acreditamos sim que as vértebras cervicais também possam conter informações ecológicas associadas a locomoção, em sua morfologia. Inclusive este é o foco do nosso próximo estudo!

Muito obrigados por suas considerações!