Caracterização morfométrica de uma população disjunta de Ololygon luizotavioi Caramaschi and Kisteumacher, 1989 (Anura, Hylidae)

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Pôster
  • Eixo temático: Anatomia comparada
  • Palavras chaves: Cerrado; Herpetologia; Mata Atlântica; Clado Catharinae;
  • 1 Universidade Federal de Viçosa

Caracterização morfométrica de uma população disjunta de Ololygon luizotavioi Caramaschi and Kisteumacher, 1989 (Anura, Hylidae)

Letízia Míriam Gomes de Jesus

Universidade Federal de Viçosa

Resumo

A família Hylidae é a mais diversa do mundo com cerca de 720 espécies de anuros. Nesta família, o clado de O. catharinae é formado por aproximadamente 50 espécies de pererecas de pequeno porte, com uma estreita afinidade morfológica. Alocada nesse clado, Ololygon luizotavioi ocorre na Serra da Mantiqueira e no sul da Serra do Espinhaço, no estado de Minas Gerais, sudeste do Brasil. Essa espécie possui CRC dos machos e fêmeas entre 22,0-30,6 mm e é caracterizada por uma coloração noturna amarelada e pelo focinho acuminado. Recentemente registramos uma população disjunta de O. luizotavioi em área de Cerrado, cerca de 360 km da localidade tipo no Parque Natural do Caraça, sul da Serra do Espinhaço. Buscando estudar melhor essa população, realizamos uma caracterização morfométrica e uma comparação com outras provenientes de Mariana, Ouro Preto e Barão de Cocais (municípios vizinhos a localidade tipo). Todos os exemplares foram machos adultos e estão depositados na Coleção Herpetológica do Museu de Zoologia João Moojen da Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais. Utilizamos 16 medidas morfométricas e fizemos uma Análise de Componentes Principais (PCA) para avaliar o grau de diferenciação entre os espécimes. Os dois componentes extraídos da PCA explicam 66% da variação no conjunto de dados. As variáveis mais explicativas são o diâmetro do tímpano e o comprimento do tarso. Apesar de as medidas morfométricas apresentarem sobreposição, a plotagem PC1 vs. PC2 revelou um agrupamento distinto entre as três populações mostrando que as populações do Cerrado e da Serra do Espinhaço podem ser consideradas distintas morfometricamente.

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