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O sensoriamento remoto tem transformado o estudo da arqueologia e ecologia histórica na Amazônia, revelando o impacto de longo prazo das sociedades pré-colombianas sobre a paisagem e a composição florestal. Tecnologias de sensores como o Light Detection and Raning (LiDAR) e o Radar de Abertura Sintética (SAR) possibilitam identificar áreas prováveis com estruturas arqueológicas e florestas domesticadas, anteriormente ocultas pelo dossel florestal, oferecendo uma visão detalhada do manejo indígena sobre a vegetação. Esse manejo, que incluiu a criação de solos férteis e a domesticação de espécies vegetais, moldou a ecologia da floresta, resultando em áreas com alta resiliência ecológica. Portanto, esse artigo apresenta como o sensoriamento remoto contribui para a compreensão do passado da floresta amazônica, e para o desenvolvimento de estratégias de conservação que podem ser utilizadas respeitando o conhecimento tradicional indígena que fortalece a resiliência da floresta frente as mudanças climáticas.
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