AUTOMUTILAÇÃO ENTRE ESTUDANTES DE UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA NO INTERIOR DE MATO GROSSO

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Details
  • Presentation type: Resumo
  • Track: 4) Evidence-Based Decision Making: Science, Management, and Impact on Mental Health
  • Keywords: Automutilação;; Estudantes;; Saúde Mental;;
  • 1 UFMT
  • 2 Universidade Federal de Mato Grosso
  • 3 UFMT - Universidade Federal de Mato Grosso
  • 4 UFMT - Universidade Federal do Mato Grosso
  • 5 Universidade Federal de Goiás - UFG

AUTOMUTILAÇÃO ENTRE ESTUDANTES DE UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA NO INTERIOR DE MATO GROSSO

Giovanna Fernandes da Paixão

UFMT

Abstract

Introdução: O ambiente universitário é um local onde ocorrem mudanças intensas na vida dos jovens, nesse período de vivência acadêmica, os estudantes vivem uma nova rotina, com aumento da responsabilidades e demandas que podem ocasionar dificuldades de adaptação, esses fatores tornam a universidade um ambiente propício para desencadear crises e tornar os estudantes vulneráveis ao adoecimento mental, que podem levá-los ao início de práticas de automutilação. Objetivo: Identificar a presença de práticas de automutilação entre estudantes de uma universidade pública no interior de Mato Grosso. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal quantitativo, realizado com estudantes de uma universidade pública no interior de Mato Grosso, selecionados por conveniência. Os dados foram coletados entre dezembro de 2023 a janeiro de 2024, por meio de formulário on-line contendo perguntas para identificar o perfil dos estudantes e a presença de práticas de automutilação. Foi realizada análise descritiva dos dados. A pesquisa teve aprovação ética nº 4.526.452 e CAAE: 39835420.6.0000.5587. Resultados e Discussão:  Participaram do estudo 232 acadêmicos da UFMT/CUA, a maioria do sexo feminino (71,1%), solteiros (82,3%), pardos (44%) e brancos (45,2%), com 18 a 23 anos (90%) e renda mensal  inferior a um salário mínimo (43,5%).  Prevaleceu estudantes matriculados do 6º ao 10° semestre (51,7%), que estudam em período integral (70,7%), que  consideram a carga horária de atividades exaustiva (88,8%). Segundo os estudantes, a prática de automutilação esteve presente em 36,6% (n=85) destes durante a vida. Após o ingresso na universidade,  3,9% dos acadêmicos desenvolveram práticas de automutilação, 6,9% tiveram essas práticas aumentadas e 9,1% mantiveram o mesmo nível de prática. Os resultados deste estudo evidenciam a prevalência de práticas de automutilação entre estudantes universitários, destacando a universidade como um espaço que, embora promotor de desenvolvimento intelectual, pode também ser um cenário de vulnerabilidade psíquica. Conclusão: A gestão universitária, ao dispor desses dados, tem a responsabilidade de implementar políticas institucionais de acolhimento e cuidado em saúde mental, com estratégias de prevenção e intervenção baseadas em dados concretos. Tais ações, fundamentadas na ciência, podem diminuir o sofrimento psíquico e gerar impacto positivo na trajetória acadêmica e na qualidade de vida dos estudantes, promovendo um ambiente universitário mais saudável, inclusivo e humanizado.

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