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O repolho-roxo destaca-se como um promissor microverde, sendo um vegetal altamente nutritivo e rico em compostos bioativos. O objetivo foi avaliar o efeito do acondicionamento sobre a vitamina C e a atividade antioxidante de microverdes de repolho-roxo (Brassica oleracea var. capitata f. rubra). O delineamento adotado foi o inteiramente casualizado, em esquema fatorial 3 × 4 três sistemas de acondicionamento E1 (saco zip-lock, sem raízes), E2 (bandeja plástica, sem raízes) e E3 (bandeja com substrato e raízes) e quatro tempos de armazenamento (0, 4, 8 e 12 dias), com três repetições. Foram armazenados em câmara fria a 5 ± 2 °C e UR de 80 ± 5% por 12 dias. Os dados foram submetidos à ANOVA e regressão (p<0,05). Houve interação entre embalagem e tempo para vitamina C (p<0,01); o teor inicial (4,0 mg 100 g⁻¹ MF) aumentou significativamente aos 4 dias (10,7), decresceu aos 8 dias (3,8) e finalizou em 5,5 mg 100 g⁻¹ MF. A atividade antioxidante por DPPH aumentou do valor inicial de 1,1% para um pico de 1,4% aos 8 dias, reduzindo-se ao final. Pelo ABTS (p<0,05), E1 obteve pico de atividade aos 4 dias (33 µmol Trolox g⁻¹ MF), enquanto E2 e E3 alcançaram maiores valores aos 8 dias (24 µmol Trolox g⁻¹ MF). Conclui-se que os sistemas de acondicionamento não exerceram efeito tão marcante na conservação e vida útil dos microverdes, sendo a qualidade influenciada principalmente pelo tempo de armazenamento.
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