TERMODINÂMICA DE INTERAÇÃO ENTRE CASEÍNA MICELAR-VERMELHO 40

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Oral
  • Eixo temático: Métodos Analíticos Aplicados em Alimentos
  • Palavras chaves: corante; Proteína; Fluorescência;
  • 1 Departamento de Tecnologia de Alimentos / Centro de Ciência Exatas e Tecnológicas / UFV
  • 2 Universidade Federal de Viçosa
  • 3 Departamento de Química / Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas / Universidade Federal de Viçosa

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Resumo

Introdução: A caseína micelar (CM) é um agregado proteico que está presente no leite e possui a capacidade de carrear diversos ligantes. O vermelho 40 (V40) é um corante azo vermelho amplamente utilizado na indústria de alimentos, sendo encontrado em sucos artificiais, bebidas lácteas, dentre outros. O estudo termodinâmico da interação CM-V40 fornece suporte para compreender as melhores condições de formação deste complexo, como também, para futuras aplicações na área de alimentos. Objetivo: Determinar os parâmetros termodinâmicos de interação CM-V40. Metodologia: A técnica utilizada foi espectroscopia de fluorescência e as condições experimentais foram diferentes pHs (2,0; 6,6 e 9,0) e temperaturas (20 a 55 °C). A concentração da CM foi igual a 8 x 10-10 mol.L-1, e as concentrações de ligante variaram de 2,0 x 10-6 a 2,8 x 10-5 mol.L-1. Os espectros foram medidos com λ excitação = 295 nm e, λ emissão = 296 a 450 nm. Resultados: O mecanismo de extinção de fluorescência foi estático. Valores negativos da variação da energia livre de Gibbs padrão (ΔG°) indicaram que o equilíbrio foi deslocado para a formação do complexo (ΔG°pH 2,0  -24,77; ΔG°pH 6,6  -27,08 e ΔG°pH 9,0  -27,71 kJ.mol-1), sendo mais estáveis os complexos formados nos pHs 6,6 e 9,0. Variações de pH influenciaram nas contribuições entálpicas e/ou entrópicas. No pH 2,0, o processo foi entalpicamente dirigido (ΔH° = -30,67 kJ.mol-1) e com maior contribuição da energia de interação CM-C40 do que de dessolvatação das moléculas livres e de mudança conformacional no sítio de ligação da CM Já nos pHs 6,6 e 9,0, os processos foram entropicamente dirigidos (TΔS°pH 6,6 ~ 49,98 e TΔS°pH 9,0 ~ 77,63 kJ.mol-1), sendo o pH 9,0 aquele que apresentou maior liberação das moléculas de água da camada de solvatação. Valores da constante de ligação (Kb na ordem de 10-4 mol.L-1) e da estequiometria de formação de complexo (n  1) não sofreram influência do efeito do pH. Conclusão: O pH não alterou a força motriz da interação CM-V40, entretanto influenciou nas componentes entálpica e entrópica. Este estudo fornece informações importantes para a aplicação tecnológica do V40 carreado em CM.

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