AVALIAÇÃO DOS TEORES DE ALUMÍNIO EM BISCOITOS DOCES COM E SEM RECHEIO

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Pôster
  • Eixo temático: Métodos Analíticos Aplicados em Alimentos
  • Palavras chaves: Aluminio; biscoitos; ICP OES;
  • 1 Fundação Oswaldo Cruz - Fiocruz / Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) - Depart. de Química - Setor de Elementos Inorgânicos / Programa de Pós-Graduação em Vigilância Sanitária - (PPGVS)
  • 2 Fundação Oswaldo Cruz - Fiocruz / Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) - Depart. de Química - Setor de Elementos Inorgânicos
  • 3 Fundação Oswaldo Cruz – Fiocuz / Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) - Vice Diretoria de Ensino e Pesquisa / Programa de Pós-Graduação em Vigilância Sanitária - (PPGVS)

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Resumo

Introdução: O alumínio (Al) está amplamente disponível no cotidiano da população, pois este elemento ocorre naturalmente no ambiente e também é muito utilizado como componente de aditivos alimentares. Estudos recentes identificaram teores elevados de Al em alimentos consumidos pelo público infantil, como fórmulas infantis, farinha de trigo e produtos à base de trigo, o que desperta uma maior preocupação, devido esta população ser mais susceptível. Além disso, o Al tem a capacidade de se acumular na mucosa intestinal e afetar o desenvolvimento cerebral. Objetivo: O objetivo deste estudo foi comparar a ocorrência de Al em biscoitos doces com e sem recheio considerando a RDC n°383/1999 e RDC n°285/2019. Metodologia: Todas as 14 amostras, sendo 2 fabricadas em 2019 e 12 em 2020, foram coletadas pelos órgãos de Vigilância Sanitária municipais como parte do Programa de Monitoramento de Aditivos e Contaminantes (PROMAC) e encaminhadas para o INCQS. As amostras foram submetidas ao processo de digestão ácida em micro-ondas e os teores de alumínio determinados por espectrometria de emissão óptica com plasma indutivamente acoplado (ICP OES). Resultados: Nas amostras analisadas foram encontradas concentrações de alumínio entre 0,32 e 1,69 mg/100g, teores abaixo do limite máximo estipulado pela RDC n°383/1999. Não foi observada diferença entre as amostras fabricadas em 2019 e 2020, sendo que as concentrações de alumínio encontradas nas amostras correspondem a menos de 2% do valor que era permitido na RDC n°383/1999 (100mg/100g). Conclusão: Os resultados obtidos neste estudo, embora satisfaçam a RDC n°383/1999, revelaram a presença de Al nos biscoitos analisados, indicando que as empresas podem estar se adequando a nova RDC n°285/2019, uma vez que não são observados nos rótulos dos produtos a adição de aditivos a base de Al. No entanto, não é possível concluir se as concentrações encontradas são adequadas ou não, pois a RDC n°285/2019 não estabelece um limite máximo permitido de Al, apenas proíbe o uso de aditivos que contém este elemento.

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