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A Ginástica Artística Feminina (GAF) é uma das modalidades mais populares do programa olímpico (FIG, 1999). Dentre os quatro aparelhos exigidos no Código de Pontuação (CP) da modalidade, especificamente o solo, será nosso foco de investigação. A prova de solo, consiste em uma apresentação da ginasta no aparelho, de até 1’30”, acompanhada de uma música (que não contenha palavras com voz humana), proporcionando a possibilidade de combinar movimentos coreográficos, elementos acrobáticos e, elementos ginásticos/dança, demonstrando talento, beleza, dinamismo e expressividade (Nunomura, 2009). Sendo uma modalidade dinâmica e em constante mudança. Suas regras englobam o aperfeiçoamento e segurança das ginastas tanto no aparelho, quanto na execução dos movimentos ginásticos. Considerando as alterações do CP com relação à exigência de execução de elementos acrobáticos em diferentes direções (a partir de 2006), e ainda, a exigência de cumprir este Requisito de Composição (RC) dentro de uma linha acrobática (a partir de 2017), o objetivo deste estudo foi verificar a incidência de elementos acrobáticos em diferentes direções nos campeonatos oficiais da FIG categoria adulto no ciclo 2017 – 2020. Para tanto, realizou-se uma pesquisa documental, a partir da análise dos CP da modalidade, verificando as exigências desta prova nos ciclos: 2001-2004; 2006-2008; 2009-2012; 2013-2016 e 2017-2020). Posteriormente, realizou-se uma pesquisa qualitativa, de carácter descritivo, a partir da análise videográfica, das séries de solo das oito finalistas de cinco eventos da GAF, sendo eles, Campeonato Mundial de 2017 (Montreal/Canadá), Campeonato Mundial de 2018 (Doha/Catar), Campeonato Mundial de 2019 (Stuttgart/Alemanha) e Jogos Olímpicos (Tóquio/Japão). A análise foi realizada em três etapas: frequência analisada pelas autoras; cruzamentos dos dados encontrados; reanalise de pontos específicos para comprovação de dados. A amostra foi composta por 32 séries de 22 atletas, foram observados um total de 118 movimentos acrobáticos com voo, sendo 37 para frente e 81 para trás. Dos elementos para frente, 21 foram realizados com ligação, ou seja, ligados a outros elementos acrobáticos com voo; e 16 de forma isolada. Foi possível perceber que os elementos acrobáticos para frente, normalmente, surgem como elementos coadjuvantes nas séries, servindo apenas para o cumprimento da exigência que o CP sugere. Ademais, é possível concluir que os elementos que aparecem de forma isolada em sua maioria (56,5%) possuem um baixo valor de dificuldade (Valor A), evidenciando a dificuldade de execução, aterrissagem e pouca valorização desses movimentos perante o CP da modalidade. Por fim, percebe-se a preocupação da FIG com relação a valorização desses movimentos ginásticos, destacando a alteração realizada no ciclo passado, e que se mantém até o momento, exigindo que esses movimentos, para que cumpram o RC, estejam dentro de uma linha acrobática, aumentando a incidência de elementos com maior valorização - Valor de Dificuldade – dentro das exigências específicas do CP.
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