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O equilíbrio postural pode ser definido como manutenção do centro de massa do corpo conectada a uma base de suporte delimitada entre os dois pés. Configura uma capacidade exercida em circunstância estática ou dinâmica, levando-se em conta demandas de apoio, suspensão e trajetória, sob regulação do controle sensório-motor. Fatores como diminuição da força muscular e distúrbios osteoarticulares repercutem em maior oscilação postural. Nesse contexto, a avaliação do equilíbrio corporal torna-se fundamental sob o ponto de vista da funcionalidade e monitoramento de fatores associados a lesões musculoesqueléticas (LM). O objetivo deste estudo foi avaliar o equilíbrio dinâmico em ginastas. Trata-se de um estudo transversal retrospectivo de natureza descritiva observacional. A amostra de conveniência foi constituída por 67 praticantes de ginástica artística, com idade entre 8 e 17 anos, sendo 49 da categoria feminina e 18 da categoria masculina, procedentes de dois centros de treinamento de Campo Grande, MS. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (CEP/UFMS), sob parecer nº 5.013.655. Os participantes foram divididos em dois grupos: G1, composto por 44 participantes sem registro de casos prévios de LM; e G2, com 23 participantes que relataram pelo menos um caso retrospectivo de LM. O equilíbrio dinâmico foi avaliado com emprego do teste Star Excursion Balance Test (SEBT). Para análise dos resultados, foi utilizado o teste t de Student ou teste de Mann-Whitney para comparações entre grupos, enquanto Two-Way ANOVA foi empregada para avaliação do equilíbrio dinâmico. Considerou-se p<0,05 como nível de significância. Os grupos mostraram resultados similares em termos de faixa etária e massa corporal, mas diferiram em relação à estatura (G1, 139,2±19,1; G2, 145,8±7,1 cm; p<0,05), tempo de treinamento (p<0,01) e exposição semanal (p<0,05). Considerando-se o equilíbrio dinâmico, os resultados absolutos foram semelhantes entre os lados direito e esquerdo (comparações intragrupos) e entre G1 e G2 (lado direito: G1, 89±15; e G2, 83±20 cm; lado esquerdo: G1, 81±18; G2, 87±17). Quando considerados os valores relativos (%) obtidos a partir das diferenças do lado direito para o esquerdo, G1 apresentou menor variação (-3,56; -11,91 – 2,28%) em comparação ao G2 (1,65; -2,05 – 5,08; p<0,05). Em conclusão, ginastas com histórico prévio de lesões apresentam maiores valores de estatura e exposição à prática esportiva, o que se mostrou associado com melhor desempenho e controle do equilíbrio dinâmico. A prática sistemática de ginástica artística envolve importantes alterações adaptativas devido à alta especificidade das demandas biomecânicas.
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