CRESCIMENTO E POTENCIAL ACIDOGÊNICO DE Streptococcus mutans ADAPTADO À FERMENTAÇÃO DE LACTOSE

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Trabalho
  • Eixo temático: BIOLÓGICAS
  • Palavras chaves: Biofilme dental; Lactose; Cárie dentária;
  • 1 Unicamp
  • 2 FOP-Unicamp
  • 3 Universidade Estadual de Campinas

CRESCIMENTO E POTENCIAL ACIDOGÊNICO DE Streptococcus mutans ADAPTADO À FERMENTAÇÃO DE LACTOSE

OLAVO HENRIQUE HOFFMANN

UNICAMP

Resumo

A lactose é um carboidrato que está presente na dieta do ser humano sendo responsável por fornecer energia, principalmente nos primeiros anos de vida. Em acréssimo, pode fornecer energia para proliferação de microrganismos do biofilme dental, incluindo Streptococcus mutans. Apesar da lactose ser considerada um carboidrato fermentativo de baixo pontencial cariogênico, estudos apontam que a exposição frequente dos microrganismo a este carboidrato, pode promover uma adapatação das bactérias bucais resultando em quedas mais proeminentes de pH. Dessa forma, o objetivo desse estudo foi avaliar o crescimento e o potencial acidogênico de S. mutans com e sem adaptação à lactose em meio de cultura contendo, ou não, tampão fosfato.

Apoio/Financiamento da Pesquisa: PIBIC/CNPq

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Autor

OLAVO HENRIQUE HOFFMANN

Bom dia! Primeiramente obrigado pelo seu questionamento! Com a relação à odontopediatria, a presença do leite por si só, não seria capaz de promover grande perda mineral gerando lesões de cavidade, pois o pH crítico do esmalte na presença de fluoreto é de aproximadamente 4,5, o qual foi a região miníma de pH atingido no estudo. Porém o leite, tanto humano (7,5% lactose) quanto bovino (4,5%) lactose seriam capazes de promover grandes lesões em dentina, visto que seu pH crítico é aproximadamente 6,5. Dessa forma, o maior problema seria o consumo desenfreado da sacarose, que promoveu quedas abaixo dos pHs críticos podendo gerar lesões, sendo que nos tempos de hoje, infelizmente, ainda é comum o consumo de produtos açucarados associado à mamentação, sendo o principal responsável pelo aparecimento da doença.

Dessa forma é de suma importância que o cirurgião dentista instrua os familiares para realizar a correta desorganização mecânica do biofilme cariogênico periodicamamente, através das técnicas de higienização bucal nos pacientes odontopediátricos, além do uso do fluoreto através do creme dental (1000 - 1500 ppmF) e da água (0,7 ppmF)

Espero que tinha sido claro e tenha conseguido responder seu questionamento.

Obrigado!

Larissa Marcelino

Muito bom! Obrigado pelos esclarecimentos.

Autor

OLAVO HENRIQUE HOFFMANN

Boa tarde! Primeiramente obrigado pelo seu questionamento. Sobre o período de adaptação nesse estudo as cepas de S. mutans foram de 1 semana. Com isso a amamentação por um longo período poderia promover à adaptação deste carboidrato. Contudo, o leite possui outros componentes que possuem potencial anticariogênico, como a caseína e fosfato que contrabalanceariam a produção de ácidos. Por fim, o objetivo inicial do estudo foi utilizar a sacarose como grupo controle e utilizando cepas mutantes incapazes de produzir PECs. Porém em virtude da pandemia da Covid-19, não tivemos como obter a autorização do comitê de ética da FOP Unicamp. Dessa forma utilizamos cepas normais e glicose + frutose, pois obtivermos os mesmo resultados do ponto de vista de produção de ácidos, sem a produção de PECs. 

Espero que tenha sido claro e tenha conseguido responder seus questionamentos. Obrigado!