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CRESCIMENTO E POTENCIAL ACIDOGÊNICO DE Streptococcus mutans ADAPTADO À FERMENTAÇÃO DE LACTOSE
OLAVO HENRIQUE HOFFMANN
UNICAMP
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A lactose é um carboidrato que está presente na dieta do ser humano sendo responsável por fornecer energia, principalmente nos primeiros anos de vida. Em acréssimo, pode fornecer energia para proliferação de microrganismos do biofilme dental, incluindo Streptococcus mutans. Apesar da lactose ser considerada um carboidrato fermentativo de baixo pontencial cariogênico, estudos apontam que a exposição frequente dos microrganismo a este carboidrato, pode promover uma adapatação das bactérias bucais resultando em quedas mais proeminentes de pH. Dessa forma, o objetivo desse estudo foi avaliar o crescimento e o potencial acidogênico de S. mutans com e sem adaptação à lactose em meio de cultura contendo, ou não, tampão fosfato.
Apoio/Financiamento da Pesquisa: PIBIC/CNPq
Larissa Marcelino
Boa noite! Gostaria de parabenizar os pesquisadores envolvidos no desenvolvimento deste estudo. Todos os passos foram muito bem explicados.
Eu gostaria de saber sobre as maneiras que o Cirurgião Dentista poderia se utilizar das informações contidas no trabalho e, principalmente na conclusão para a conscientização dos pacientes, principalmente em relação à odontopediatria, visto que você citou que o leite constitui alimento primordial e imprescindível no desenvolvimento infantil.
Parabéns novamente.
mateus xavier de queiroz
Boa tarde! Gostaria de também parabenizar os autores do trabalho. É um trabalho relevante dentro dessa temática da cariogenicidade do leite, o que demonstraram acontecer quando as células são adaptadas à lactose. Nesse sentido, quanto tempo de exposição à lactose seria necessário para torná-las adaptadas para fermentar este açúcar? Agora, extrapolando um pouco os resultados, a amamentação por um grande período de tempo seria suficiente para causar essa adaptação e, com isso, tornar o leite cariogênico ou existem outras substâncias que contrabalanceariam os ácidos resultantes da fermentação da lactose? Por fim, por que foi utilizado a glicose como grupo de comparação e não sacarose que é considerado o açúcar mais cariogênico da dieta. Muito obrigado!
OLAVO HENRIQUE HOFFMANN
Boa tarde! Primeiramente obrigado pelo seu questionamento. Sobre o período de adaptação nesse estudo as cepas de S. mutans foram de 1 semana. Com isso a amamentação por um longo período poderia promover à adaptação deste carboidrato. Contudo, o leite possui outros componentes que possuem potencial anticariogênico, como a caseína e fosfato que contrabalanceariam a produção de ácidos. Por fim, o objetivo inicial do estudo foi utilizar a sacarose como grupo controle e utilizando cepas mutantes incapazes de produzir PECs. Porém em virtude da pandemia da Covid-19, não tivemos como obter a autorização do comitê de ética da FOP Unicamp. Dessa forma utilizamos cepas normais e glicose + frutose, pois obtivermos os mesmo resultados do ponto de vista de produção de ácidos, sem a produção de PECs.
Espero que tenha sido claro e tenha conseguido responder seus questionamentos. Obrigado!
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OLAVO HENRIQUE HOFFMANN
Bom dia! Primeiramente obrigado pelo seu questionamento! Com a relação à odontopediatria, a presença do leite por si só, não seria capaz de promover grande perda mineral gerando lesões de cavidade, pois o pH crítico do esmalte na presença de fluoreto é de aproximadamente 4,5, o qual foi a região miníma de pH atingido no estudo. Porém o leite, tanto humano (7,5% lactose) quanto bovino (4,5%) lactose seriam capazes de promover grandes lesões em dentina, visto que seu pH crítico é aproximadamente 6,5. Dessa forma, o maior problema seria o consumo desenfreado da sacarose, que promoveu quedas abaixo dos pHs críticos podendo gerar lesões, sendo que nos tempos de hoje, infelizmente, ainda é comum o consumo de produtos açucarados associado à mamentação, sendo o principal responsável pelo aparecimento da doença.
Dessa forma é de suma importância que o cirurgião dentista instrua os familiares para realizar a correta desorganização mecânica do biofilme cariogênico periodicamamente, através das técnicas de higienização bucal nos pacientes odontopediátricos, além do uso do fluoreto através do creme dental (1000 - 1500 ppmF) e da água (0,7 ppmF)
Espero que tinha sido claro e tenha conseguido responder seu questionamento.
Obrigado!
Larissa Marcelino
Muito bom! Obrigado pelos esclarecimentos.