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RUÍDO E POLÍTICAS PÚBLICAS: DOS LIMITES E DESAFIOS À CONSTRUÇÃO DE NOVAS POSSIBILIDADES INTEGRATIVAS

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A quem interessam os conhecimentos sobre ruído, vibrações e outros temas da Acústica? Este trabalho tem o objetivo de pôr em evidência a necessidade de que sejam ampliados mecanismos de conscientização sobre os efeitos e os problemas causados pelo ruído aos seres humanos. Trata-se de um relato que procura reunir estudos, pesquisas e atividades de ensino e de extensão universitária, buscando aproximar e melhorar a sintonia entre a universidade institucionalizada com a sua sociedade adstrita. A partida deste trabalho é avalizada recorrendo-se a estudos sobre os efeitos do ruído no organismo humano, intra e extra-auditivos, contemplando uma concepção coletivizada do bem viver, valendo-se da metodologia cartográfica, formulada por Gilles Deleuze e Félix Guattari, e do método Paideia, referencial pedagógico apresentado por Gastão Campos, para identificar óbices e reconhecer afrontas e desafios limitadores da maior disseminação de informações técnicas e descobertas científicas da contemporaneidade, de modo compreensível à população. Como resultados, listam-se conhecimentos, saberes, experiências e provocações que reconhecem limites e desafios, tanto sublimes quanto alguns medíocres, principalmente, pela incompreensão ou desconhecimento de gestores e outras lideranças públicas. Os aspectos relevantes e as informações relacionadas à Acústica, ao ruído e às vibrações - que interferem, põem em risco e desqualificam condições para o bem viver das pessoas - precisam ser veiculadas com superabundância, organizadas e estarem disponíveis nos organismos públicos, valorizando-se, com inclusão, as interfaces do saber profissional com o saber popular. Reconhecem-se dispositivos já existentes elaborados para funcionarem como controle social. Situações ruidosas, por exemplo, à guisa de molde, são encaminhamentos a serem documentados para a Conferência Municipal de Saúde ou para a Conferência Municipal de Meio Ambiente? Assim, busca-se marcar o compromisso com o fazer acontecer. Melhor, se áreas qualificadas de variados campos profissionais pensarem, dialogarem e atuarem com disponibilidades conjuntas; será o exercício do desempenho em interprofissionalidade.