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POLUIÇÃO SONORA, CRESCIMENTO E ADMINISTRAÇÃO: QUANTOS TÊM OUVIDOS PARA ESTE IMPASSE MUNDIAL?

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Tratar o ruído como um problema de saúde pública passou a ser assunto mais frequente após a Revolução Industrial, mas apenas nos anos 1960, do século XX, quando os governos começam a considerar, de forma séria, a limitação dos recursos naturais do planeta, bem como as perdas econômicas que derivam da perda de capacidade produtiva causada por incapacidade, é que a poluição sonora urbana passa a ser mais bem observada. Mediante pesquisa bibliográfica, o presente artigo busca traçar uma revisão das conferências mundiais realizadas na segunda metade do século XX, visando identificar em que medida foram abordadas as questões da poluição acústica. O dilema da mobilidade urbana, com o crescimento das metrópoles, confronta-se diretamente com o aumento do ruído, mas há um alento nas decisões dos governantes em criar mecanismos e legislações pertinentes para mitigar a poluição sonora. No entanto, nas conferências mais importantes sobre desenvolvimento sustentável, pouco ou nada se encontra a respeito da discussão sobre a poluição sonora, demonstrando que ainda longo é o caminho a percorrer, começando por uma mudança na postura administrativa tanto estatal quanto particular no tocante ao impacto da poluição sonora na saúde do indivíduo e em sua qualidade de vida.