INFLUÊNCIA DO FORRO E ELEMENTOS DE ABSORÇÃO EM PROJETO ARQUITETÔNICO DE SALAS DE AULA PARA OS PARÂMETROS DE TR, STI E D50 ATRAVÉS DE SIMULAÇÃO COMPUTACIONAL
Na etapa de desenvolvimento e consolidação de conhecimento, crianças e adolescentes precisam de um ambiente que favoreça o aprendizado. No entanto, as salas de aula atuais não possuem acústica que promova um ensino de qualidade, visto que a inteligibilidade da fala não é considerada como prioridade na projeção de escolas. A fim de analisar a acústica destas salas, um levantamento de dados a partir de projetos arquitetônicos de 28 escolas e respectivas 290 salas de aula foi realizado. Em geral, a forma das salas é retangular ou forma quadrada, são compostas por superfícies lisas e rígidas e volume médio de 145 m3. Deste total, um modelo representativo de forma de sala foi escolhido, 6x8 metros, representando a maioria de 37% das salas quantificadas. A avaliação proposta se deu em função das variáveis de cortinas, tratamento acústico no teto, ocupação de alunos, presença de janelas e tipo de piso para simulação da sala nos tempos de reverberação (TR), definição (D50) e Índice de Inteligibilidade da Fala (STI). Como resultado, mesmo quando considerada a absorção sonora com a ocupação dos 35 alunos, cortinas, janelas basculantes, pisos de madeira na simulação, o TR de salas de aula ficou acima do recomendado, máximo de 0,6 segundos, a definição não esteve maior que o valor ótimo de 65%, mas STI teve valores “bons”. Por isso, na simulação os forros foram partes determinantes na condição acústica e permitiu significativa melhora quando com 75% de absorção, enquanto que frente a eles, cortinas, presença de janelas basculantes, pé-direito variado e mudança de piso tradicional tiveram menor efeito global isoladamente.