AVALIAÇÃO DOS RUÍDOS AMBIENTAIS EM ESCOLAS DO DISTRITO FEDERAL
Pesquisas da área de acústica indicam que as condições de conforto acústico em escolas do ensino básico, em todo o Brasil, não são adequadas ao tipo de atividade fim da escola. A grande maioria dos estudos encontraram níveis de pressão sonora elevados e tempos de reverberação inadequados. Em muitos casos, o ruído externo à escola é o responsável em outros o ruído interno é o preponderante. Em geral não há um reconhecimento da poluição sonora como um problema ambiental ou mesmo uma ameaça à qualidade de vida e a saúde da população. No ambiente escolar atrapalha a comunicação, a concentração e o aprendizado, assim é importante o conhecimento das condições de conforto acústico do ambiente onde a comunidade escolar passa boa parte do dia. A pesquisa apresenta resultados da avaliação do ruído ambiental em duas escolas públicas da cidade de Planaltina, no Distrito Federal. Foram realizadas medidas do tempo de reverberação das salas de aula, dos níveis de pressão sonora interno e externo à escola bem como a avaliação do ruído devido ao tráfego veicular através de mapeamento acústico. Mesmo com salas de aula onde os tempos de reverberação são compatíveis com o ambiente escolar, observam-se níveis de pressão sonora elevados nos corredores durante o período de aula, indicando que professores e estudantes devem ser alertados e conscientizados a respeito da situação de forma a reduzir o ruído ambiental. O mapeamento acústico mostra que o ruído ambiental produzido no interior das escolas é o responsável pelos níveis de pressão sonora acima de 60dB(A) medidos durante o horário de aula e acima de 85dB(A) medidos durante o horário do recreio, com picos que superam os 100dB(A), obrigando o fechamento das portas da sala dos professores, da secretaria e da direção.