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AVALIAÇÃO DA INTELIGIBILIDADE EM SALAS DE AULA SEM E COM CONDICIONAMENTO ACÚSTICO COM DIFERENTES SOLUÇÕES ACÚSTICAS.

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A condição acústica em ambientes de ensino é determinante no processo de aprendizagem. Por isso, este artigo reúne análises quantitativas e qualitativas acerca da qualidade acústica na compreensão da fala do professor em oito salas de aula de uma instituição de ensino superior da Bahia, sendo que há salas com o mesmo volume de ar que foram assim agrupadas. Cinco destas salas foram condicionadas acusticamente, fruto de uma ação acadêmica que objetiva proporcionar experiências acústicas aos alunos. Há, em cada grupo, sala(s) com e uma sem condicionamento acústico. Permitiu-se assim, obter-se resultados objetivos e subjetivos das salas condicionadas a partir dos projetos desenvolvidos pelos alunos do curso de arquitetura, salas estas que possuem soluções técnicas e estéticas completamente distintas. Para o teste de inteligibilidade, aplicaram-se ditados de listas com palavras e sentenças foneticamente balanceadas, nos quais o docente foi representado por oradores de vozes masculina e feminina previamente gravadas. Visando mitigar interferências, mais de 60 alunos voluntários realizaram testes audiológicos para garantir que apenas aqueles com audição saudável participassem dos testes. O ditado apresentou o número de erros dos alunos em cada posição das salas. Foram realizadas também medições de Tempo de Reverberação (RT60) e Speech Transmission Index (STI) para caracterização de cada ambiente sonoro. A partir da análise dos dados qualitativos e quantitativos obtidos, este artigo relaciona o desempenho de cada aluno nas salas tratadas e não tratadas. Foi possível, assim, observar as variáveis acústicas inerentes ao ambiente de ensino que impactam o desenvolvimento das atividades educacionais.