ALGUMAS POSSIBILIDADES ACÚSTICAS DA VIOLA DE ORQUESTRA
A viola de orquestra é um instrumento com quatro cordas, tocado com arco, versão contralto do violino, com o qual se parece muito. Suas cordas são afinadas em Dó, Sol, Ré e Lá, uma 5ª abaixo da afinação do violino. Sua sonoridade é peculiar, às vezes se assemelhando ao violoncelo, outras vezes ao violino; mas a um ouvido mais apurado sempre apresenta timbre particular. Embora já estivesse definitivamente estabelecida como membro da recém-criada família do violino em 1535 (Sadie, 1994), não era chamada “viola”, uma vez que o termo tinha toda uma gama de aplicações, referindo-se tanto a instrumentos específicos quanto, genericamente, a qualquer instrumento de cordas, tangidas com arco ou pinçadas. No século XVIII a viola era designada normalmente pela expressão “viola da brazzo” (com origem em viola da braccio, uma antiga forma de violino e origem da palavra “Bratsche”, pela qual a viola é conhecida hoje em dia na Alemanha). Todos os efeitos acústicos aplicados ao violino se aplicam também à viola, que pode integrar grupos de cordas, orquestra sinfônica, quarteto de cordas, concertos como solista e peças solo. Por causa da baixa qualidade da educação nosso país não divulga bem a viola devido a uma particularidade, que é o fato da sua leitura ser normalmente em clave de dó na 3ª linha e clave de sol em passagens agudas. Mozart, Beethoven, Brahms e outros compositores tocavam viola e escreveram para o instrumento. Estando exatamente a uma 8ª acima do violoncelo, pode tranquilamente fazer grande parte do repertório violoncelístico, como as suítes para violoncelo de Bach. O século XIX testemunhou uma exploração considerável das possibilidades da viola na música orquestral. No século XX, Hindemith, Bartók e Wagner, entre outros, escreveram concertos para esse instrumento. Através de alguns experimentos comprovamos a importância acústica da viola dentre os cordofones friccionados.