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O Mangostão (Garcinia mangostana) é uma fruta de origem asiática que encontrou
adaptação na Amazônia, onde apenas a polpa é aproveitada, deixando a casca e as sementes como
resíduos. A presença de antocianinas e compostos bioativos na casca é divulgada em trabalhos
científicos, assim como é sabido que China, Índia e Tailândia a utilizam para fins medicinais.
Considerando que a extração de compostos bioativos de cascas de mangostão pelas rotas
tradicionalmente estudadas pode não ser compatível com o bioma amazônico, neste trabalho foi
avaliada a capacidade de extração de compostos bioativos de cascas de mangostão liofilizadas por
solventes verdes (etanol e oleína de palma), em diferentes concentrações e suas combinações,
assistidas por ultrassom em banho e em ponteira. Diferentes tamanhos de partículas e tempos de
extração também foram testados. As cascas foram caracterizadas e os efeitos dos tratamentos
avaliados sobre o teor de compostos fenólicos totais e capacidade antioxidante. A extração assistida
por banho de ultrassom resultou em um extrato com teores significativamente maiores de
compostos fenólicos e atividade antioxidante (p<0,05) quando se utilizou concentração de 85% (v/v)
de etanol juntamente com oleína de palma, no tempo de extração de 30 minutos, amostra
selecionada da malha 60 e ajustes na massa da amostra utilizada na extração. Tanto a oleína de
palma quanto o etanol estão disponíveis e, portanto, pelo processo estudado, a casca do mangostão
pode deixar de ser um resíduo, fazendo com que os compostos sejam extraídos e aplicados no
desenvolvimento de processos industriais ou em alimentos.
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