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Os subprodutos do bacupari (casca e semente) representam cerca de 60% da massa do fruto, sendo ricos em compostos bioativos, como os carotenoides que, apesar dos seus efeitos benéficos, são altamente sensíveis a luz, oxigênio, calor e pH. Portanto, o objetivo deste estudo foi microencapsular carotenoides extraídos de cascas de bacupari [Garcinia brasiliensis (Mart.)], por spray drying, utilizando goma arábica (GA) e maltodextrina (MD) como material de parede, nas proporções de pigmento:revestimento GA 1:1, GA 1:3 e MD-GA 1:1 e avaliar sua estabilidade sob variações de temperatura e luz. A extração dos carotenoides foi feita utilizando etanol 50% e enzima pectinase, seguida de rotaevoração e atomização. Para o estudo da estabilidade dos carotenoides microencapsulados, as partículas foram acondicionadas em recipientes de polietileno com tampa e mantidos à temperatura de 25±5 °C, na presença de luz e sob refrigeração, à -4±2°C, na ausência de luz. Os carotenoides foram quantificados no tempo 0 e a cada dez dias, até seus múltiplos completarem 30 dias. Os resultados revelaram que as microcápsulas armazenadas à temperatura ambiente e expostas à luz apresentaram um maior declínio na quantidade de carotenoides ao longo do tempo, quando comparadas às microcápsulas armazenadas sob refrigeração na ausência de luz. Logo, a refrigeração e a ausência de luz conspiraram a favor da maior estabilidade dos carotenoides. De fato, luz e temperatura são os principais fatores que contribuem para a degradação de pigmentos naturais, o que justifica os resultados. Conclui-se que baixas temperaturas e escuro determinam maior estabilidade de carotenoides extraídos de cascas de frutos de Garcinia brasiliensis (Mart.).
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