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A produção de enzimas é uma área da Biotecnologia em expansão, que movimenta bilhões de dólares anualmente, sendo as proteases detentora de uma grande fatia desse mercado. A obtenção das proteases pode ser através de meios fermentativos utilizando microrganismos. Os processos pós-fermentação, também chamados downstream visam recuperar as enzimas produzidas no caldo fermentado. Diante do exposto, o presente trabalho teve como objetivo produzir e purificar de forma integrada proteases de Aspergillus tamarii URM4634 através da fermentação extrativa utilizando o Sistema de Duas Fases Aquosas (SDFA) PEG/citrato. A melhor condição para o SDFA foi obtida com massa molar do PEG (MPEG) 400 g/mol, 24% (m/m) concentração do PEG (CPEG), 20% (m/m) concentração de citrato (CCIT) e pH 6,0 tendo como fator de purificação (3,37) particionando preferencialmente para fase rica em PEG (10,52) e com recuperação de (125,27%). Já a melhor condição para o processo integrado de fermentação extrativa foi obtida com MPEG 400 g/mol, 24% (m/m) CPEG, 15% (m/m) CCIT e pH 6,0 com recuperação de (96,95%) e particionamento (1,63) para fase rica em PEG. A protease obtida mostrou que é uma cisteíno-protease, com uma forte inibição na presença de 2-mercaptoetanol e apresentou atividade ótima em 30°C se mantendo estável entre as faixas de temperatura 30-60°C. Observou-se também que a protease apresentou pH ótimo 9,0, sendo caracterizada como alcalina e que também a atividade proteásica foi estimulada na presença dos íons de ZnSO4 e inibida completamente na presença de CuSO4. O processo desenvolvido indica que a integração de fermentação com uma extração em SDFA podem ser uma alternativa interessante para a produção e purificação integradas de proteases
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