66746

AVALIAÇÃO DA FUNCIONALIDADE DO ÓLEO DE CASTANHOLA (Terminalia catappa Linn.)

Favorite this paper

A diversificação de matérias-primas nas pesquisas de frutos com potenciais aplicações nutricionais e funcionais podem promover a agregação de valor a diferentes frutos da Amazônia. Diante do exposto esta pesquisa tem como objetivo avaliar a funcionalidade do óleo da amêndoa de castanhola (Terminalia catappa Linn.). A metodologia aplicada seguiram os parâmetros estabelecidos pela American Oil Chemists Society. Seguindo-se a determinação do perfil de ácidos graxos por cromatografia gasosa e dos parâmetros de qualidade funcional baseada nos índices de Aterogenicidade (I.A), Índice de Trombogenicidade (I.T) e a razão hipocolesterolêmicos e hipercolesterolêmicos (H.H). Os resultados da extração de óleos via solido-líquido da amêndoa de castanhola mostrou uma elevada concentração de com rendimento médio de 52,85%. Sua qualidade funcional esta diretamente relacionada ao seu perfil cromatográfico apresentando predominância em ácidos graxos insaturados, como os ácidos graxos oleico (33,87%), linoleico (22,24%) e linolênico com (0,068%) respectivamente ômegas 9, 6 e 3. Os resultados dos índices de funcionalidade expressos pelos índices de IA (0,59) e IT (1,35) são esperados em reduzidos valores na composição de alimentos e na proporção das dietas. Entretanto, a relação resultante da razão Hipocolesterolêmico/hipercolesterolêmico (HH com média de 1,7) deve ser avaliada inversamente aos índices I.A e I.T, pois seus altos valores estão diretamente ligados ao beneficio oferecido ao metabolismo do colesterol, na formação de lipoproteínas de alta densidade (HDL). Diante dos dados expostos constatamos que o perfil de ácidos graxos e suas correlações funcionais com a aterogenicidade, trombogenicidade e as razões hipocolesterolêmicas ratificam a importância do consumo diversificado de variedades de oleaginosas amazônicas presentes no bioma amazônico.