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COMPOSTOS BIOATIVOS EM CASCA E POLPA DE ÁGUA POMBA

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A águapomba (Melicoca lepidopetala Radlk) tem ampla distribuição no Pantanal Sul Mato Grossense, trata-se de um fruto comestível, bastante apreciado na região e ainda pouco descrito na literatura. A quantificação de compostos bioativos é importante para atribuição do valor nutricional e funcional do fruto, visando estimular seu aproveitamento in natura ou na elaboração de outros produtos. Este trabalho teve como objetivo avaliar na polpa e casca de águapomba os teores de fenóis e taninos totais, além da atividade antioxidante por meio do seqüestro do radical estável 2,2-difenil-1-picril hidrazil (DPPH). Os frutos foram coletados no município de Miranda-MS, selecionados no laboratório, lavados e separados em amostras de casca e polpa. Foi realizado extração aquosa na proporção de 1:3 de massa:solvente, durante 20 minutos em agitação, repetindo-se o processo de extração duas vezes. O conteúdo de fenóis totais, expresso em equivalente de ácido gálico (EAG), foi de 115,62 e 147,52 mg EAG.100g-1, para polpa e casca, respectivamente. O teor de taninos, expresso em equivalente de ácido tânico (EAT), apresentou 30,62 e 231,63 g EAT. 100g-1 para polpa e casca, respectivamente. Para atividade antioxidante, a polpa apresentou IC50 de 22,92 mg.mL-1 e a casca 39,60 mg.mL-1, que representa a concentração do extrato necessária para inibir a oxidação do radical DPPH em 50%, portanto, baixo valor de IC50 indica elevado potencial antioxidante. As cascas apresentaram valores superiores de taninos, fenóis totais em relação à polpa do fruto, indicando um grande potencial no seu aproveitamento como alimento.