Variação morfométrica da escápula de Callicebus nigrifrons (Primates; Pitheciidae) em Minas Gerais

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Pôster
  • Eixo temático: Morfometria Geométrica
  • Palavras chaves: morfometria geométrica; Callicebus nigrifrons; Variação individual;
  • 1 Universidade Federal de Minas Gerais

Variação morfométrica da escápula de Callicebus nigrifrons (Primates; Pitheciidae) em Minas Gerais

Vítor Emídio de Mendonça

Universidade Federal de Minas Gerais

Resumo

Callicebus nigrifrons é uma espécie de primata que se distribui ao longo do sul da Mata Atlântica, sendo encontrada nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Dada a ampla distribuição geográfica, é de se esperar que haja variação em sua morfologia, refletindo a ocupação de diferentes ambientes ao longo de sua área de ocorrência ou contingências históricas. A escápula, em particular, apresenta considerável variação morfométrica associada à ecologia e estruturação populacional. O objetivo desse trabalho é quantificar a variação na forma da escápula de indivíduos de C. nigrifrons no estado de Minas Gerais utilizando morfometria geométrica. Foram utilizados 21 exemplares de C. nigrifrons depositados no CCT-UFMG. Após a seleção de 9 marcos anatômicos da região dorsal da escápula, foram tomadas fotografias padronizadas. Os pontos foram digitalizados utilizando o tpsDig2.31, e as análises foram feitas no programa MorphoJ1.07a. Além da variação individual, foi testada a variação entre os sexos. A variação individual foi pequena, mas significativa. Os principais componentes de variação indicam que a maior parte da variação se encontra na distância entre o ângulo inferior e a margem superior, na curvatura da margem superior e na curvatura ao longo da espinha da escápula. Não foi detectado dimorfismo sexual na amostra. Uma análise preliminar do morfoespaço indica uma diferenciação maior entre os exemplares da Zona da Mata dos exemplares da Região Metropolitana de Belo Horizonte e da região Sul-Sudoeste ao longo dos dois primeiros eixos de variação. No entanto, algumas mesorregiões do estado permanecem subamostradas. Perspectivas futuras incluem o aumento no número de exemplares das mesorregiões menos amostradas.

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