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Cerdocyon thous é a espécie de canídeo mais amplamente distribuída geográficamente na América do Sul. Por que estudar artéria celíaca? (Aponte o que essa afirmação tem a ver com o estudo de artéria celíaca) O objetivo aqui é descrever a origem, esqueletopia, comprimento e principais ramos da artéria celíaca em C. thous. As dissecções foram realizadas em 14 espécimes adultos, seis machos e oito fêmeas, com média do comprimento rostrossacral de 67,00 ± 4,7 e 62,09 ± 5,7 cm respectivamente. Os espécimes são proveninetes de rodovias às margens da Mata Atlântica (Rio de Janeiro) e do bioma Pampa (Rio Grande do Sul) no Brasil. Os espécimes foram fixados e conservados em solução de formaldeído até a dissecação. A artéria celíaca foi dissecada, mensurado o comprimento “in situ” e registrados seus ramos principais. A artéria celíaca surgiu como uma artéria única em todos os animais dissecados. O comprimento médio da artéria celíaca foi de 1,43 ± 0,17 cm nos machos e 1,39 mm ± 0,24 cm nas fêmeas, não havendo diferença significativa desta medida entre os sexos. A esqueletopia predominante foi ao nível da 2ª vértebra lombar (57,1%), posicionada em média 1,43 cm cranialmente à artéria mesentérica cranial. Em praticamente todos os indivíduos (92,9%), a artéria celíaca deu origem as artérias hepática, gástrica esquerda e lienal formando a trifurcação clássica. Em apenas um animal, macho, apresentou bifurcação formada entre a artéria hepática e um tronco gastrolienal. Estas características anatômicas são semelhantes às de outras espécies da família Canidae, possivelmente em virtude da proximidade filogenética.
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