Caracterização das almofadas nupciais de Thoropa aff. lutzi (Anura, Cycloramphidae)

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Pôster
  • Eixo temático: Anatomia descritiva
  • Palavras chaves: anfíbio; Herpetologia; Minas Gerais; Zona da Mata;
  • 1 Universidade Federal de Viçosa

Caracterização das almofadas nupciais de Thoropa aff. lutzi (Anura, Cycloramphidae)

Kaique Ferreira de Macedo

Universidade Federal de Viçosa

Resumo

Machos de anuros possuem almofadas nupciais, estruturas cujas funções envolvem promover firmeza no amplexo e até secretar feromônios. Além de estudos sobre suas funções, essa estrutura é utilizada na taxonomia. Considerando a diversidade de anfíbios no Brasil, poucas espécies têm essa estrutura descrita. Nesse contexto caracterizamos as almofadas nupciais de Thoropa aff. lutzi, comparando com duas espécies próximas. Os espécimes examinados estão depositados no Museu de Zoologia João Moojen da UFV (MZUFV), Museu Nacional da UFRJ (MNRJ) e Museu de Zoologia da USP (MZUSP). Analisamos dois exemplares de Antônio Prado de Minas e Cataguases (MZUFV 13824, 13821), Minas Gerais. Para comparação utilizamos um espécime de T. lutzi, do Rio de Janeiro, RJ (MZUSP 86581) e um de T. petropolitana, de Petrópolis, RJ (MNRJ 7107). Para as caracterizações, usamos um estereomicroscópio e um microscópio eletrônico de varredura. As almofadas nupciais de Thoropa aff. lutzi estão posicionadas em dois blocos semicirculares, um no lado interno do dedo I e outro menor no tubérculo carpal interno. Possuem espinhos queratinizados, de cor preta e formato cônico. Esses espinhos possuem base alargada e ápices bastante finos, direcionados para a base do dedo, com altura maior que o diâmetro da base. Observamos também a presença de poros glandulares entre as projeções. Os espinhos queratinizados de Thoropa aff. lutzi são maiores e de menor densidade do que os de T. lutzi. Diferenciam dos espinhos queratinizados de T. petropolitana pelo menor tamanho, maior quantidade e por estarem dispostos em dois blocos (espinhos queratinizados maiores, em menor quantidade, e presentes apenas em um bloco no dedo I em T. petropolitana). Esses resultados mostram que essa característica pode ser usada para distinguir essas espécies.

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