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O monofiletismo do gênero Trachycephalus (Anura: Lophyohylini) é atualmente sustentado apenas por evidências moleculares, sendo a única sinapomorfia putativa a presença de sacos vocais laterais e pareados. Neste trabalho, nós analisamos a variação na anatomia musculoesquelética de Trachycephalus, definindo séries de transformações. Então, realizou-se análise cladística de evidência total, testando: 1) o monofiletismo do gênero; e 2) se estados associados aos sacos vocais são sinapomorfia deste grupo. A matriz fenotípica incluiu 127 caracteres, além de sequencias de DNA mitocondrial e nuclear, com 44 terminais. Análise filogenética foi realizada sob máxima parcimônia. O gênero Trachycephalus foi recuperado como monofilético (Jackknife = 93%; GB = 7), delimitado por duas sinapomorfias: Projeção posterolateral do m. interhyoideus, formando um tubo largo que ultrapassa o anel timpânico (c. 5.3); e Mucosa dos sacos vocais com desenvolvimento lateral extenso (c. 7.3). Assim, T. hadroceps representa um caso de reversão pelo reestabelecimento do estado ancestral em caracteres associados aos sacos vocais. Além disso, a hiperossificação do crânio foi recuperada como plesiomórfica para Trachycephalus, ocorrendo uma reversão para crânios não hiperossificados no restante do gênero, havendo retenção de variados graus de exostose. De forma paralela, o comportamento de fragmose também é recuperado como plesiomórfico, permitindo o estabelecimento de um cenário evolutivo. Assim, fragmose é a condição plesiomórfica e associada a espécies com cabeça hiperossificada, a parte mais exposta desses animais que usam bromélias como refúgio. Uma reversão teria ocorrido nas espécies restantes, juntamente com a redução na hiperossificação do crânio.
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