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A REPRESENTAÇÃO DOS SISTEMAS CLIMATOLÓGICOS DA AMÉRICA DO SUL PELOS MODELOS DO CMIP6
Anna Carolina Bazzanela
Universidade Federal do Rio de Janeiro
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Crie um tópicoO objetivo deste trabalho é avaliar a habilidade dos modelos que integram a “Sexta Fase do Projeto de Intercomparação de Modelos Acoplados” (CMP6) em representar o clima da América do Sul (AS) durante o período de referência (1995-2014). A expectativa é que usando um conjunto selecionado de modelos que melhor representem o clima na AS (CMIP6-AS), seja possível obter melhores simulações do clima presente, aumentando a confiabilidade de suas projeções. Vinte modelos do CMIP6 são avaliados. As variáveis usadas são: temperatura média do ar, precipitação, pressão atmosférica ao nível médio do mar, e vento nos baixos (850 hPa) e altos (250 hPa) níveis. A verificação é feita confrontando as climatologias anuais e sazonais simuladas pelos modelos do CMIP6 com os dados provenientes da Reanálise European Center for Medium-Range Weather Forecasts Reanalysis 5 (ERA5). As saídas dos modelos e do ERA5 são interpoladas para uma grade de 1° de latitude por 1° de longitude. Os resultados mostram que, nos baixos níveis, a maioria dos modelos exibe um bom desempenho para representar: os Anticiclones do Atlântico Sul e do Pacífico Sul; a Zona de Convergência Intertropical e a Zona de Convergência do Atlântico Sul, exceto IITM-ESM, AWI-ESM-1-1-LR e BCC-ESM1, que não fazem uma boa representação desses sistemas. Nos altos níveis, a maioria dos modelos superestima a magnitude dos Jatos de Altos Níveis. A maioria dos modelos é capaz de representar adequadamente a posição da Alta da Bolívia. Os modelos CAS-ESM2-0 e FGOALS-f3-L não representam esse sistema. Metade dos modelos avaliados não é capaz de representar o Cavado do Nordeste. A precipitação anual é superestimada pela maioria dos modelos no Nordeste do Brasil, exceto ACCESS-ESM1-5, que a subestima. O modelo IPSL-CM6A-LR-INCA é o único capaz de reproduzir a temperatura média do ar na região Norte do Brasil. No geral, os modelos que apresentam o melhor desempenho são: ACCESS-ESM1-5, CanESM5, EC-EARTH3, FIO-ESM2-0 e MIROC6.
Everson Dal Piva
Os modelos costumam ser bastante diferentes um do outro, mas, se focarmos somente nas variações presentes no núcleo dinâmico, é possível agrupar modelos melhores ou piores para a América do Sul?
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Anna Carolina Bazzanela
Não sei se entendi sua pergunta, mas acredito que sim e é exatamente esse o objetivo do trabalho: avaliar o desempenho dos modelos individualmente através da análise dos sistemas climatológicos da América do Sul. Por fim, espera-se que o ensemble desses modelos selecionados seja capaz de garantir melhores simulações do clima futuro. Consegui responder sua pergunta?
Everson Dal Piva
Obrigado pela resposta, mas, para ser sincero, ela não respondeu à minha pergunta. A ideia de focar somente no núcleo dinâmico é para reduzir os graus de liberdade de todas as diferenças entre os 20 modelos. Então, o que eu quis dizer é: será que daqueles modelos que foram melhores, há no núcleo dinâmico algo que seja igual ou similar à todos? E, da mesma fora, será que daqueles modelos que foram piores, há algo no núcleo dinâmico que seja igual ou similar à todos? E, também, concordo com o ensemble. Diante de todas as incertezas que temos, o ensemble é uma maneira de reduzi-las. Até mais.
Anna Carolina Bazzanela
Então, o objetivo desse trabalho era, primeiramente, fazer uma avaliação subjetiva desses modelos (olhar o posicionamento e intensidade desses sistemas), e essa parte do núcleo dinâmico não fez parte do escopo desse trabalho. Mas é uma ótima ideia para os próximos passos.