PADRÃO DE VAZÃO E EXTREMOS NA PARTE BAIXA DA BACIA DO RIO PARANÁ

Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Detalhes
  • Tipo de apresentação: Vídeo Pôster (Lembrando que a categoria de apresentação será escolhida posteriormente pelo comitê)
  • Eixo temático: Variabilidade, Mudanças Climáticas e Eventos Extremos
  • Palavras chaves: vazões extremas; ENOS; eventos raros; Sazonalidade; atmosféricos;
  • 1 Universidade Federal do ABC

PADRÃO DE VAZÃO E EXTREMOS NA PARTE BAIXA DA BACIA DO RIO PARANÁ

Sofia Amaral Tori

Universidade Federal do ABC

Resumo

A bacia do Paraná se estende do Sudeste ao Sul e ocupa cerca de 10% do território nacional, área de maior desenvolvimento econômico e demanda de recurso hídrico do país. Este trabalho tem como objetivo a caracterização do padrão de vazão mensal e extremos da parte baixa da bacia, utilizando-se dados de vazões diárias em locais de aproveitamentos hidrelétricos das usinas Jurumirim (bacia do Paranapanema) e G. B. Munhoz (bacia do Iguaçu), disponibilizados pelo ONS e completados com dados históricos da ANA, sistema SAR. Foram gerados gráficos de sazonalidades de vazões a partir das médias mensais dos anos de 1980 a 2020. A técnica de boxplot foi utilizada para investigação dos casos raros (outliers). Foi dado maior enfoque aos casos extremos de vazões muito alta e muito baixa de vários meses consecutivos, além de investigar possíveis influências de diferentes fenômenos climáticos. Jurumirim apresentou as maiores médias de vazão no verão com máximo em fevereiro, reduzindo até maio. Em 1983 houve nove meses consecutivos de vazão muito alta, seis outliers, com o junho mais raro de toda série. Seis meses de vazão muito alta e cinco outliers ocorreram em 2009, seguido de 1998, 2010, 1991, 1997 e 2015. Em 2010 teve dez meses de vazão muito baixa, seguido de 1985, 2019 e 1981. Sazonalmente, há maior regularidade nas médias das vazões durante o ano em G. B. Munhoz, com aumento nos meses de inverno, maior média em outubro, diminuindo até dezembro e menor média abril. O maior número de vazões muito altas (sete meses e dois outliers) foi em 1998, seguido por 2011 (seis meses e três outliers), 1983 (com o evento mais raro), 1990 e 1997. Em 2006 ocorreram nove meses de vazões muito baixas, seguido por 1985, 2020, 1998, 2003 e 2018. Os resultados mostraram que há influência do El Niño em casos de vazões muito altas (Malfatti et al., 2018; Kousky et al., 1984; Cavalcanti, 1992; Minuzzi, 2006), e de La Niña em eventos de vazões muito baixas e baixas (CEMADEN, 2021), sendo Jurumirim mais afetada e com mais meses consecutivos de vazões extremas e maior número de outliers (28) se comparado com G. B. Munhoz (21), este apresentando também defasagem em relação às influências do El Niño.

Compartilhe suas ideias ou dúvidas com os autores!

Sabia que o maior estímulo no desenvolvimento científico e cultural é a curiosidade? Deixe seus questionamentos ou sugestões para o autor!

Faça login para interagir

Tem uma dúvida ou sugestão? Compartilhe seu feedback com os autores!