Utilização do Soro de Queijo para Produção de β-galactosidase Utilizando Kluyveromyces marxianus CCT 3172
Introdução: O soro de queijo pode ser visto como um grande poluente gerado pelas indústrias de laticínios. Uma alternativa para solucionar esse problema é utilizar o soro como substrato em processos fermentativos para a obtenção da enzima β-galactosidase. Objetivo: O trabalho foi utilizar o soro de queijo para produzir a enzima β-galactosidase utilizando a levedura Kluyveromyces marxianus CCT 3172 e verificar sua aplicabilidade. Métodos: O meio de fermentação foi composto por soro de queijo 5% (p/v). O meio foi desproteinizado, pasteurizado e o pH ajustado para 5,0. Foi adicionado inóculo 1% (v/v) incubado a 150 rpm, 35ºC. A cada 24 horas, num total de 48 horas, alíquotas do fermentado foram retiradas para determinação de massa celular, atividade enzimática e hidrólise da lactose. A massa celular foi determinada em estufa a 105ºC e a atividade enzimática empregando-se o substrato ONPG, a hidrólise da lactose foi determinada utilizando o Kit glicose-oxidase. Para as duas últimas análises as células de levedura foram permeabilizadas com 35% de etanol, durante 20 min em 20°C. Resultados: Os valores de massa celular obtidos foram de 8,3mg/mL e 10,8mg/mL, em 24 e 48 horas respectivamente. Observou-se um aumento de 30% na produção de massa celular durante a fermentação. Já para a atividade enzimática os valores alcançados foram de 0,034 U/mg e 0,026 U/mg com 24 e 48 horas respectivamente. Para a capacidade de hidrólise foi observado que o meio fermentado durante 48 horas foi o que obteve maior capacidade de hidrólise (5,3%), quando comparado ao meio que ficou em fermentação por 24 horas (0,74%). Conclusão: Diante dos resultados apresentados conclui-se que o soro de queijo é um substrato viável para a produção de β-galactosidase utilizando a levedura Kluyveromyces marxianus e que possui aplicabilidade na hidrólise da lactose.