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Abstract

O melhoramento genético do pessegueiro vem possibilitando a expansão da persicultura para áreas antes inaptas, como regiões de menor precipitação e temperatura mais elevada. Diversas abordagens para promover melhorias na tolerância ao déficit hídrico e a aumento na eficiência do uso da água vem sendo estudadas, sendo uma delas a caracterização da densidade estomática. A densidade estomática pode fornecer informações importantes ao que diz respeito a capacidade de uso de água e melhorias de sistemas produtivos, sendo que genótipos com maior densidade estomática podem apresentar maior eficiência no uso da água uma vez que podem manter menor abertura estomática e ainda assim haver um efeito compensatório na capacidade de absorção de CO2 com menor perda de água. Assim, o objetivo do presente trabalho foi avaliar a existência de variação na densidade estomática de três variedades copas de pessegueiro, cultivados em região tropical de altitude. Foram avaliadas as variedades copa ‘Aurora 1’, ‘Tropic Beauty’ e ‘BRS Rubimel’. O experimento foi realizado em blocos casualizados, com quatro repetições. Foram coletadas folhas sadias de forma aleatória no terço médio das copas de cada variedade de pessegueiro. De cada parcela experimental, uma lâmina de vidro com 4 segmentos foliares de 5 x 5mm (25mm²) foi montada, com a parte abaxial voltada para a superfície da lâmina, imprimindo os estômatos em cola de secagem rápida e constituindo as subrepetições. A densidade estomática foi calculada pela divisão do número de estômatos por área (μm²). Os dados foram transformados por box-cox e foram realizadas a ANOVA e o teste de Tukey a 5% de probabilidade. A copa ‘BRS Rubimel’ apresentou a maior densidade estomática (2,14875.10-4), diferenciando da copa ‘Tropic Beauty’ (1,948438.10-4), e não apresentando diferença da copa ‘Aurora1’ (2,056094.10-4). As variedades copa ‘Tropic Beauty’ e ‘Aurora1’ foram estatisticamente iguais. Assim, constatou-se a diferença estomática entre os genótipos, apresentando a variedade copa ‘BRS Rubimel’ a maior densidade estomática e apresentando uma potencial maior de eficiência hídrica que o genótipo ‘Tropic Beauty’.

Institutions
  • 1 UFV - Universidade Federal de Viçosa
  • 2 Universidade Federal de Viçosa
Track
  • Plant breeding
Keywords
pessegueiro
Densidade estomática
Eficiência Hídrica