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A partir de diálogo com o campo do currículo na pesquisa em educação em geografia, este texto aborda resultados parciais presentes num projeto de maior abrangência. Busco investigar os sentidos sobre o significante “espaço geográfico” em determinados documentos curriculares nacionais. Os selecionados focalizam o Ensino Médio, sendo: os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (PCNEM) e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A escolha é dada pela relevância destas produções no contexto reformista ligado ao segmento em questão. Já a opção pela nomeação “espaço geográfico” está relacionada à sua hegemonização como objeto de estudo da disciplina. Estas reflexões se dão a partir da lente teórica pós-estrutural, inspirada em Michel Foucault e seus interlocutores, tais como Stephen Ball no que tange à abordagem metodológica do ciclo de políticas, e Thomas Popkewitz, na análise das reformas curriculares. Para a discussão da temática, recorro a perspectiva discursiva de currículo, conforme Lopes e Macedo, sem mobilizar lógicas estanques, fixas e fechadas sobre a política. Com este trabalho, não empreendo conclusões totalizantes sobre o tema, e sim, proponho a exploração dos sentidos e as respectivas significações de acordo com a nomeação apresentada, envolvendo a abordagem de possíveis hibridismos, atravessamentos e deslocamentos presentes nas políticas curriculares em questão.
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