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O presente resumo analisa a mercantil-filantropização na educação, focando nas influências da Fundação Lemann e do Instituto Humanize. Trata-se de uma pesquisa de mestrado, em andamento, no Programa de Pós-Graduação em Educação, na Universidade Estadual de Londrina. O estudo investiga como essas entidades, originárias de frações empresariais burguesas, atuam na educação e como suas práticas se alinham com a teoria de "mercantil-filantropização". O percurso de investigação está respaldado no materialismo histórico-dialetico. A mercantil-filantropização combina objetivos mercantis com práticas filantrópicas, refletindo a lógica do sistema capitalista, onde empresas buscam não apenas lucro, mas também uma imagem pública positiva. O estudo revela que, no início do século XXI, o crescimento de organizações empresariais, formalmente reconhecidas como sem fins lucrativos, contribui para legitimar o sistema do capital e suas novas formas de exploração. A Fundação Lemann e o Instituto Humanize exemplificam essa tendência, ao aplicar princípios empresariais na educação, promovendo um modelo gerencialista, que pode desviar o foco das prioridades educacionais democráticas. Essas entidades utilizam sua influência e financiamento para expandir suas iniciativas e parcerias, o que levanta questionamentos acerca das consequências da mercantil-filantropização na educação.
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