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O currículo é a espinha dorsal da formação identitária da comunidade escolar. Na perspectiva inclusiva, esse deve ser concebido de modo a atender às diferenças e a diversidade sociocultural que reverbera no ambiente educativo, tendo em vista uma educação equitativa, compromissada com a justiça social. Buscamos entender de que modo o Currículo tem sido compreendido e quais as práticas para construção de uma educação inclusiva. Para isso, recorremos à abordagem qualitativa por meio de uma pesquisa bibliográfica, tendo como aporte teórico: Apple (2006), Gimeno Sacristán (2013), Silva (2022), Torres Santomé (2008) e outros autores que discutem a elaboração de um currículo inclusivo, que reconhece as diferenças e a diversidade presentes nos espaços plurais, que promove o diálogo intercultural e afirme as identidades e os grupos historicamente invisibilizados e negados pela tradição escolar. Considera-se que o Currículo não pode ser compreendido a partir de uma lista programada de conteúdos, por mais que estes estejam no seu interior, mas é preciso compreendê-lo de forma holística, que desvele as culturas que são negadas e silenciadas pela tradição escolar eurocêntrica, de maneira que suas ausências sejam problematizadas e convertidas em presenças a partir de uma concepção curricular crítica e inclusiva que garanta a manifestação dos conhecimentos culturais de todas pessoas.
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