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Elaboramos esse texto no sentido de analisar os padrões de beleza considerados naturais pela ordem social do capital dominante e que determina que são os escolhidos para serem tidos como as crianças “bonitas” das escolas, reis, rainhas das festas escolares e a que ainda, mesmo que haja resistência, são relegados a condição de crianças subalternizadas. Ainda sendo comum ver crianças negras querendo ter a aparência da pessoa branca que aparece comumente mais que as negras na televisão, nos celulares, nos desenhos animados, nas revistas em quadrinhos. Tratando-se de uma tentativa do pacto narcisista branco de colocar tudo ao seu centro. O objetivo central desse resumo expandido é conhecer os desafios apresentados na escola na educação infantil para o trabalho com a autoestima das crianças com os cabelos crespos. Tendo em vista que a ideologia dominante supervaloriza os cabelos lisos, apresentando a figura do bebê Johnson, a criança angelical que é dominante nos padrões de beleza vigentes. A ética faz parte dos atributos de qualquer educador na matemática, o educador conhece a criança, valoriza suas tranças, suas formas de cabelo e elabora proporções e projeções sintetizando o valor que aquela criança tem enquanto ser humano. Não diferente a profissional barbeira ou cabeleireira empreende movimentos retilíneos em busca da valorização da autoestima da criança por ela atendida. Essa profissional tem o poder de ressignificar olhares, trazer para a criança o significado do seu “eu” e a potência de sua infância que o racismo tende a apagar.
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