Comparação da acurácia diagnóstica entre a ecografia intestinal com Doppler e a colonoscopia na Doença de Crohn

Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Detalhes
  • Tipo de apresentação: Trabalho Original
  • Eixo temático: 2. Multidisciplinar
  • Palavras chaves: Doença de Crohn; Ecografia intestinal; acurácia; Colonoscopia;
  • 1 Hospital São Rafael
  • 2 EBMSP (Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública)
  • 3 Universidade Federal da Bahia
  • 4 Universidade do Estado da Bahia

Comparação da acurácia diagnóstica entre a ecografia intestinal com Doppler e a colonoscopia na Doença de Crohn

Adriana Ribas Andrade

Universidade do Estado da Bahia

Resumo

INTRODUÇÃO: A doença de Crohn (DC) é uma doença inflamatória intestinal e sério problema de saúde pública. Acomete principalmente o íleo terminal, sendo seu diagnóstico e acompanhamento dependentes de exames laboratoriais, radiológicos e endoscópicos (1). Ainda que a colonoscopia seja o método padrão-ouro, a ecografia intestinal com Doppler (USG) vem se mostrando útil na avaliação de atividade inflamatória dos pacientes com DC (2), entretanto ainda não há consenso sobre a aplicação desse método no Brasil. OBJETIVOS: Avaliar a acurácia diagnóstica do USG com Doppler em detectar atividade inflamatória em pacientes com DC com comprometimento ileal, independente da atividade clínica. METODOLOGIA: Estudo observacional, prospectivo e cego para o observador, com dados coletados em três hospitais de Salvador-BA entre março/19 e maio/20. Os pacientes realizaram a colonoscopia e o USG com Doppler, realizado por endoscopistas experientes em DC e radiologistas experientes em ecografia, respectivamente. A análise dos dados foi descritiva, exceto pelos cálculos das medidas de acurácia. RESULTADOS: 32 pacientes foram incluídos, sendo 19 (59%) homens. A média de idade foi de 40 ± 19 anos e a média do intervalo entre os exames foi de 19 dias. A maioria dos pacientes estava em remissão clínica (média Harvey-Bradshaw 4) entretanto 25 (83%) e 26 (81%) apresentavam sinais de atividade endoscópica (43% com úlceras aftóides, 30% 5-10mm, 13% 10-20mm, 8% > 20 mm) e radiológica, respectivamente. Em 14 (48%) pacientes havia sinais de estenose na colonoscopia, 80% com estenose inflamatória, em 2 pacientes não foi possível avaliar o íleo terminal, por estenose de válvula ileocecal. Em relação aos achados da ecografia 27 (87%) apresentavam parede espessada (> 3 mm) - parâmetro mais relacionado com a atividade de doença, 17 (53%) espessamento de gordura mesentérica, 9 (28%) proliferação linfonodal, 16 (50%) perda da estratificação mural, 7 (22%) estenose e em relação ao escore de Limberg/vascularização ao doppler, 13 (40%) apresentaram Limberg 3 e 4. A sensibilidade do USG foi de 88%, a especificidade de 40%, a Razão de Verossimilhança Positiva 1,33 e a Razão de Verossimilhança Negativa de 0,33, com acurácia de 80%. CONCLUSÃO: dados preliminares do Estudo Multicêntrico sobre o Papel da Ecografia Intestinal no Brasil demonstram que esta ferramenta pode ser utilizada na avaliação da atividade da DC. A maior sensibilidade encontrada deve-se ao fato da presença de mais indivíduos com atividade endoscópica em detrimento àqueles com remissão endoscópica. Resultados mais representativos surgirão com o aumento amostral ao longo do tempo.

Compartilhe suas ideias ou dúvidas com os autores!

Sabia que o maior estímulo no desenvolvimento científico e cultural é a curiosidade? Deixe seus questionamentos ou sugestões para o autor!

Faça login para interagir

Tem uma dúvida ou sugestão? Compartilhe seu feedback com os autores!