PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E CLÍNICO DE PACIENTES COM DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL EM CLÍNICA DO NORTE DO RIO GRANDE DO SUL

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  • Presentation type: Trabalho Original
  • Track: 1. Medicina
  • Keywords: Doença de Crohn; retocolite ulcerativa; Doença inflamatória intestinal; perfil epidemiológico;
  • 1 Universidade de Passo Fundo

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E CLÍNICO DE PACIENTES COM DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL EM CLÍNICA DO NORTE DO RIO GRANDE DO SUL

Júlia Gavazzoni

Universidade de Passo Fundo

Abstract

INTRODUÇÃO
As Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) compreendem a doença de Crohn (DC) e a Retocolite Ulcerativa Idiopática (RCUI), as quais são doenças crônicas relacionadas à uma resposta imune anormal em pacientes geneticamente predispostos 1. Devido à escassez de dados, o aumento da prevalência das DII 4,3, e as limitações nos estudos já existentes 2, o presente estudo visa determinar o perfil epidemiológico e clínico de pacientes com DII em uso de terapia biológica em clinica privada do norte do estado do Rio grande do Sul.
OBJETIVOS
Demonstrar o perfil epidemiológico de pacientes com DII visando identificar fatores em comum que possam auxiliar no diagnóstico precoce e tratamento dos pacientes.
MÉTODOS
Foi desenvolvido um estudo observacional transversal a partir da revisão de 142 prontuários de pacientes com diagnóstico de DII em uma clínica privada em Passo Fundo – RS. Os dados foram tabulados e submetidos a análise estatística.
RESULTADOS
Na análise dos 142 prontuários de pacientes com DII em uso de terapia biológica foram encontrados os seguintes resultados: 121 (85,2%) dos pacientes são portadores de DC e 21 (14,8%) de RCUI. Dentre o número total da amostra, 63 (44,4%) pacientes são do sexo masculino e 79 (55,6%) do sexo feminino. Em relação à faixa etária ao diagnóstico, a idade mínima encontrada é de 10 anos e a máxima de 78 anos, com idade média de 38,62 (± 14,601), sendo que 66,7% dos pacientes com RCUI e 47,93% daqueles com DC possuem de 19 a 40 anos. Por fim, constatou-se que 117 pacientes (82,4%) residem em zona urbana e 25 (17,6%) procedem de zona rural. Entre os pacientes, 99 (69,3%) estão em remissão clínica e 86 (60,6%) estão em remissão endoscópica, de modo que 82 (57,7%) se encontram em remissão profunda, caracterizada por remissão clínica e endoscópica concomitante.
CONCLUSÃO
Os dados coletados reiteram que o comportamento das DII na região norte gaúcha está de acordo com a literatura brasileira, bem como de outros países em desenvolvimento. O perfil mais comum é do sexo feminino, com mediana correspondente a 38 anos, morador de área urbana, sendo a DC a patologia mais registrada. Essas informações permitirão melhor manejo dos pacientes desta localidade e regiões afins.

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