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ESTRESSE DE RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO NA MUCOSA COLÔNICA DE PACIENTES COM RETOCOLITE ULCERATIVA É MEDIADO PELA ATIVAÇÃO DAS VIAS PERK E IRE1
Bruno Lima Rodrigues
Laboratório de Investigação em Doença Inflamatória Intestinal, Gastrocentro, Serviço de Cirurgia Colorretal, Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), São Paulo, Brasil
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Create a topicIntrodução: A retocolite ulcerativa (RCU) é uma doença inflamatória crônica que afeta o cólon e o reto. O aumento de citocinas pró-inflamatórias pode interferir no processo de tradução proteica, deixando o lúmen do retículo endoplasmático (RE) preenchido com proteínas malformadas, uma condição chamada de estresse (ERE) (1). A ativação do ERE, bem como a resposta a proteínas malformadas (UPR), iniciadas pela ativação das vias IRE1/Xbp-1, PERK/eIF2α e ATF6, foram previamente associados à inflamação intestinal induzidas em modelos experimentais (2). Além de induzir a apoptose, a ativação do ERE também induz a transcrição de genes pró-inflamatórios. No entanto, o mecanismo de ativação do ERE em pacientes com RCU não é completamente compreendido. Objetivo: Avaliar, em um estudo multicêntrico, a ativação do ERE e da UPR em mucosa colônica de pacientes com RCU. Métodos: Biópsias da mucosa intestinal foram coletadas por colonoscopia de pacientes com RCU ativa e de controles. Foi realizada análise transcricional (qPCR), hibridização in situ (ISH) e imunohistoquímica (IHC). Teste não paramétrico (Mann-Whitney) foi utilizado para análise estatística, adotando valor de p<0,05 como significante. O estudo foi previamente aprovado pelos respectivos Comitês de Ética em Pesquisa. Resultados: ISH de EIF2AK3 e ERN1 e IHC de p-eIF2α e anti-XBP1 mostraram que o ERE está ativado em pacientes com RCU via PERK/eIF2α e via IRE1/Xbp-1. Além disso, observamos que a ativação está localizada não apenas em células epiteliais intestinais, mas também na lâmina própria da mucosa dos pacientes com RCU. A análise transcricional do gene EIF2AK3 confirmou a ativação de PERK/eIF2α, bem como a regulação de genes relacionados a UPR, como ATF3, STC2 e DDIT3, e das chaperonas e co-chaperonas DNAJC3, CALR, HSP90B1 e HSPA5, sugerindo que a UPR foi de fato iniciada. Também observamos que os genes pró-apoptóticos (Bax) e de autofagia (Atg16L1), bem como as citocinas pró-inflamatórias, estavam reguladas positivamente em pacientes com RCU. Conclusão: Nossos resultados sugerem que duas vias do ERE e a UPR estão ativadas na mucosa do cólon de pacientes com RCU. O aumento da expressão de marcadores de apoptose e autofagia reforça que a ativação do ERE está ocorrendo, uma vez que são mecanismos dependentes ativados para contrabalançar o dano tecidual. Essas descobertas fornecem novos insights sobre os mecanismos moleculares que mantêm a atividade da RCU e abrem novas possibilidades para atenuar a inflamação intestinal. Financiamento: FAPESP; B.LR. recebeu bolsa da CAPES (Código Financeiro 001) e do Programa de Internacionalização Institucional (PrInt) da CAPES.
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