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Resúmenes

A adoção de práticas agrícolas inadequadas, ocasiona vários problemas relativos à degradação do solo, entre eles a redução do carbono nos agregados. Reforçando a necessidade de incentivos à boas práticas agrícolas, e com objetivo de avaliar os efeitos da adoção de práticas agrícolas regenerativas e sua influência sobre o estoque de carbono orgânico e classe de agregados em solos de cafeicultura do cerrado mineiro, esta pesquisa foi realizada em uma propriedade localizada em Patrocínio MG, cujo solo é classificado como Latossolo Vermelho Distroférrico. Foi realizada uma avaliação sobre dois talhões da propriedade, ambos cultivados há seis anos, sendo um referente a cultivo via tratamento convencional e outro via sistemas agroflorestais no qual são cultivadas braquiária (Brachiaria sp.) e crotalária (Crotalaria sp.) como plantas de cobertura. Ambos os talhões receberam o mesmo manejo. Para tal análise, cada talhão foi amostrado em cinco pontos distintos, via trincheiras de profundidades de 0-10, 10-20 e 20-30 cm. As amostras, após identificadas e armazenadas, foram submetidas a uma análise de estabilidade de agregados, conforme Elliott (1986), seguidas de análise de conteúdo de carbono orgânico conforme Yeomans and Bremner (1988). Com base no teste de Mann-Whitney, os dados provenientes das análises de carbono em agregados entre 250 μm e 2 mm demonstraram que, na camada superficial (0-10 cm) do solo proveniente da área de sistema de agrofloresta, existe uma maior porcentagem (23,4%) de carbono em sua composição ao ser comparada com o  cultivo convencional. A estabilidade dos agregados, é favorecida pelo maior aporte de resíduos vegetais do sistema agroflorestal, aumentando a deposição de material orgânico no solo. Tal processo é atrelado à ciclagem da matéria orgânica e nutrientes, promovido pelas plantas de cobertura cultivadas. Nas camadas mais profundas, as análises não apresentaram diferenças estatísticas entre as concentrações de carbono, pois o sistema radicular das plantas de cobertura usadas, apresenta uma baixa capacidade de penetração, reduzindo seu impacto na dinâmica do carbono. O solo do sistema é dominado por óxidos de ferro e alumínio, que forma e estabiliza os microagregados, que protegem o carbono ao adsorvê-lo e estabilizá-lo na fração mineral do solo. Como o processo é estável a longo prazo, a redistribuição do carbono nessas camadas ocorre lentamente. Conclui-se que a maior concentração de carbono em camadas superficiais reforça os benefícios das plantas de cobertura e do sistema agroflorestal, responsáveis pelo aumento do estoque de carbono e estabilidade dos agregados no solo.

 

 

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Instituciones
  • 1 Universidade Federal de Viçosa – Campus Florestal
  • 2 Federal University of Viçosa
  • 3 Universidade Federal de Viçosa
Eje Temático
  • Certificación de sostenibilidad, trazabilidad, capacidad de mitigación/adaptación, incluido el carbono del suelo o la salud del suelo (estudios de caso, perspectivas regionales)
Palabras Clave
Agroflorestas
Regeneração
Agregados
Rotação
Carbono