Efeito do programa de mudança do estilo de vida na evolução da doença hepática gordurosa não-alcoólica em mulheres

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Trabalho científico
  • Eixo temático: 3. Fisiologia do Exercício e Saúde
  • Palavras chaves: mudança do estilo de vida; exercício combinado; doença hepática gordurosa não-alcoólica;
  • 1 Programa de Pós-Graduação em Patologia - Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” - Campus Botucatu
  • 2 Programa de Pós-Graduação em Patologia - Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”-Campus Botucatu
  • 3 UNIFAC - Faculdades Integradas de Botucatu
  • 4 Universidade Paulista
  • 5 Faculdade de Medicina de Botucatu - Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”

Efeito do programa de mudança do estilo de vida na evolução da doença hepática gordurosa não-alcoólica em mulheres

Hugo Kano

Programa de Pós-Graduação em Patologia - Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” - Campus Botucatu

Resumo

Introdução: A Doença Hepática Gordurosa Não-Alcoólica (DHGNA) está intimamente ligada a hábitos comportamentais (sedentarismo e inadequação alimentar). É a doença hepática mais frequente no ocidente (32%), no qual o depósito de gordura hepático culmina em desfechos patológicos, prejudicando o metabolismo hepático e aumentando o risco de doenças cardiovasculares (DCVs). Agentes lipotrópicos hepáticos são essenciais na evolução da DHGNA, como colina, betaína e N-óxido-trimetilamina (TMAO). A biodisponibilidade desses agentes regulam o acúmulo de gordura no fígado e a lipidemia. Nesse sentido, o exercício físico apresenta-se como estratégia não farmacológica para o tratamento da DHGNA. Portanto, o objetivo foi verificar o efeito de 10 semanas do programa de mudança do estilo de vida (MEV) na evolução da DHGNA. Métodos: foram avaliadas 116 mulheres com DHGNA, participantes do MEV "Mexa-Se Pró-Saúde" (2016-2019), conduzido pelo Centro de Metabolismo em Exercício e Nutrição - UNESP/Botucatu. O diagnóstico de DHGNA foi de acordo com o Índice de Gordura Hepática (IGH) que utiliza biomarcadores para o cálculo: Índice de Massa Corporal (IMC), circunferência abdominal (CA), triglicerídios (TG) e gama-glutamiltransferase (GGT). O IGH>60 indica a presença de DHGNA. No ingresso (M0) e após 10 semanas (M1) do MEV foram avaliados: nível de atividade física, aptidão física (consumo máximo de oxigênio:VO2máx e repetição máxima:RM), composição corporal (IMC e CA), e análises bioquímicas [colesterol total, HDL-colesterol, LDL-colesterol, TG, GGT, colina, betaína e TMAO]. O protocolo de exercício combinado (EC) do "Mexa-Se Pró-Saúde" constituiu de exercício aeróbio [10min aquecimento + 30min de aeróbio (70-80% VO2máx)] mais 40min de musculação (3x12repetições; 70-80% 1RM), finalizando com 10min de alongamento. Os dados foram expressos em média±DP. Foi realizado teste t pareado para comparação dos dados, considerando nível de significância de 5%. Resultados: Após 10 semanas do EC, 49,1% das mulheres melhoraram a DHGNA, aumentaram o VO2máx (M0: 28,5±2,9 versus M1: 31,7±3,0; p=0,01), melhoraram a dislipidemia (p=0,03) e reduziram o TMAO (M0: 9,8±2,2 versus M1: 5,5±2,1; p=0,03). No entanto, colina e betaína não apresentaram diferenças estatísticas. Conclusão: O MEV melhora as concentrações de TMAO, reduzindo a lipotoxidade hepática e dislipidemia, atenuando a evolução da DHGNA.

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