Avaliação do status funcional mecânico miocárdico em ratos com cardiomiopatia cirrótica induzida por tioacetamida

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Trabalho científico
  • Eixo temático: 3. Fisiologia do Exercício e Saúde
  • Palavras chaves: Cardiomiopatia cirrótica; Treinamento físico; Músculo papilar isolado;
  • 1 Universidade Estadual Paulista
  • 2 Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Faculdade de Medicina de Botucatu - Departamento de Clínica Médica. Botucatu - SP, Brasil.
  • 3 Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” - Campus Botucatu
  • 4 Universidade Federal de Mato Grosso

Avaliação do status funcional mecânico miocárdico em ratos com cardiomiopatia cirrótica induzida por tioacetamida

Gustavo Augusto Ferreira Mota

Universidade Estadual Paulista

Resumo

Introdução: Cirrose é estágio último de doenças hepáticas crônicas; nas últimas décadas outros sistemas têm sido notados como alvos da injúria hepática severa. No coração, essa condição é denominada cardiomiopatia cirrótica (CMC). Em estudo prévio, descrevemos que o treinamento físico (TF) atenuou o impacto da cirrose sobre a função cardíaca avaliada por ecocardiograma, mas o comportamento do músculo cardíaco na ausência de fatores externos não foi avaliado. O objetivo desse estudo foi investigar se o benefício do TF sobre a função cardíaca na CMC deriva de melhoria da performance contrátil intrínseca do miocárdio. Métodos: A cirrose foi induzida por tioacetamida (100 mg/Kg, 2vezes/semana/8 semanas). Foram utilizados 45 ratos Wistar machos (60 dias, ~250g), divididos em Controle, Tioacetamida (TAA) e tioacetamida + TF (TAA+TF). TF: corrida em esteira 1 hora/dia, 5 dias/semana/8 semanas. A função mecânica miocárdica foi avaliada in vitro pela técnica do músculo papilar isolado (MPI) em contração isométrica; foram consideradas: tensão desenvolvida (TD, g/mm2) e de repouso (TR, g/mm2), velocidade máxima de variação da TD (+dT/dt, g/mm2/s) e de decréscimo da TD (-dT/dt, g/mm2/s), tempo para atingir o pico de tensão (TPT, ms) e tempo para decréscimo de 50% da TD corrigido pela TD (TR50/TD), ambas em condição basal ([Ca2+ 2,5 mM]). ANOVA. p<0,05. Resultados: Não foram observadas diferenças significativas nas variáveis relativas à velocidade e capacidade de desenvolvimento de força (TPT e +dT/dt, e TD, respectivamente). Por outro lado, o grupo TAA apresentou rigidez e lentificação do relaxamento miocárdico, conforme visualizados pelo aumento da relação TR/TD e pelo maior valor de -dT/dt, respectivamente, na comparação com Controle; no TAA+TF, entretanto, esse cenário não foi observado. Esse resultado sugere que o TF atenua o prejuízo da CMC sobre a complacência miocárdica. Conclusão: Na avaliação das funções do MPI em condição basal, a CMC acarreta déficit mecânico miocárdico durante a fase de relaxamento do músculo, mas não impacta as propriedades de desenvolvimento de força. O TF preserva a complacência miocárdica na condição de CMC. Análises utilizando manobras cronotrópicas e inotrópicas poderão evidenciar mais sensivelmente o papel da CMC e do TF no status funcional miocárdico dos grupos estudados.

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