Efeito da suplementação do picolinato de cromo e do treinamento resistido sobre a morfologia esquelética de ratos obesos.

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Trabalho científico
  • Eixo temático: 3. Fisiologia do Exercício e Saúde
  • Palavras chaves: obesidade; Picolinato de Cromo; Treinamento de força;
  • 1 Universidade Federal do Espírito Santo
  • 2 Universidade Federal do Espírito Santo, Brazil

Efeito da suplementação do picolinato de cromo e do treinamento resistido sobre a morfologia esquelética de ratos obesos.

Daniel Sesana da Silva

Universidade Federal do Espírito Santo

Resumo

Introdução: Estudos mostram que o aumento da gordura visceral acarreta redução tecidual do músculo esquelético, podendo potencializar os distúrbios metabólicos. O picolinato de cromo (PiCr) e o treinamento resistido (TR) tem sido utilizados com a finalidade de promover diminuição da gordura corporal e aumento de massa muscular, porém há escassez de resultados consistentes. Objetivo: Avaliar a influência do TR e suplementação PiCr sobre a morfologia do músculo esquelético de ratos obesos. Metodologia: Ratos Wistar foram randomizados em dois grupos: controle (C; dieta padrão) e obeso (Ob; dieta hiperlipidica). O protocolo experimental consistiu de um período total de 22 semanas, sendo dividido em três momentos: indução (7 semanas) e exposição à obesidade (7 semanas) e protocolo de TR e/ou suplementação com PiCr (8 semanas). Após a exposição à obesidade, os animais Ob foram redistribuídos quanto à suplementação de PiCr (ObPiCr), TR (ObTR) e associação desses fatores (ObPiCrTR). A obesidade foi definida pelo índice de adiposidade e a análise morfológica pela mensuração das áreas seccionais transversas dos músculos gastrocnêmio e bíceps. O protocolo do estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética no Uso de Animais de Experimentação Científica (CEUA) da Universidade Federal do Espírito Santo sob protocolo 25/2017. Resultados: O grupo Ob apresentou elevação do peso corporal final, ganho de peso, ingestão calórica e eficiência alimentar em relação ao C. Após a redistribuição dos grupos, não houve diferença significativa no peso corporal e índice de adiposidade entre os grupos após 8 semanas de tratamento. Os grupos ObTR e ObPiCrTR apresentaram maiores valores de força relativa, absoluta e delta de força quando comparado aos grupos Ob e ObPiCr, respectivamente. Os resultados mostram que não houve diferença significativa para ASC dos músculos gastrocnêmio e bíceps para os grupos Ob, ObPiCr, ObTR e ObPiCrTR. Conclusão: O protocolo de treinamento resistido utilizado foi capaz de aumentar a força dos animais na condição de obesidade sem modificar a composição corporal e/ou promover hipertrofia do músculo esquelético. Além disso, o TR associado à suplementação do PiCr, não se apresentou como ferramenta eficiente para a modificação da composição corporal e massa muscular de ratos obesos.

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