Dano muscular induzido pelo exercício em sessões de treinamento intervalado de alta intensidade: revisão sistemática

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Trabalho científico
  • Eixo temático: 1. Fisiologia do Exercício e Rendimento
  • Palavras chaves: treinamento intervalado de alta intensidade; dano muscular; marcadores;
  • 1 Universidade Federal do Espírito Santo, Brazil
  • 2 Estacio de Sá
  • 3 Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, ES, Brasil
  • 4 Universidade Federal do Espírito Santo

Dano muscular induzido pelo exercício em sessões de treinamento intervalado de alta intensidade: revisão sistemática

Paulo Vinicios Camuzi Zovico

Universidade Federal do Espírito Santo, Brazil

Resumo

Introdução: o treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) nos últimos anos ganhou popularidade sendo considerado tendência fitness pelo American College of Sport Medicine. Entretanto, a alta intensidade imposta do HIIT, o estresse mecânico e metabólico gerado durante sessão, podem levar a ocorrência do dano muscular induzido pelo exercício. Compreender tais eventos podem contribuir na elaboração de estratégias para que programas de treinamentos possam ser menos danosos com a sua prática. Nesta perspectiva o objetivo deste estudo foi descrever, por meio de uma revisão sistemática, os efeitos de uma sessão de HIIT sobre o dano muscular induzido pelo exercício, bem como, as configurações dos protocolos e os métodos de avaliações utilizados. Métodos: trinta e dois manuscritos foram selecionados na bases de dados Medline/PubMed. Após a análise de acordo com os critérios de inclusão (palavra-chave no título e no resumo, protocolo de intervenção agudo, sujeitos saudáveis, artigos em inglês, espanhol e português e data de publicação entre janeiro de 2010 a dezembro de 2020) 9 estudos foram utilizados para a análise. Resultados: a amostra dos estudos selecionados foi de 164 participantes, 73,78% do sexo masculino, 7,93% do sexo feminino e 18,29% não informados. A variação de idade foi de 20.1±2 a 31±7.1 anos. Os protocolos de HIIT variavam de corridas utilizando (44,5%) ou não ergômetros (11,1%), natação (11,1%), sprints (11,1%), exercícios específicos do jiu jitsu (11,1%) e de CrossFit (22,2%). A intensidade variou entre 80% (V 30-15 Intermittent Fitness) a “all out”. Os marcadores mais utilizados para avaliar o dano muscular foram: creatina quinase (100%) e mioglobina (44,4%), lactato desidrogenase (33,3%), aspartato aminotransferase (22,2%), alanina aminotransferase (22,2%), salto contra movimento (22,2%) e percepção de dor (22,2%). A contração voluntária máxima e teste de prancha foram utilizados em apenas 1 estudo. O tempo para avaliação do dano muscular variou entre imediatamente pós exercício (88,9%), 24 horas (55,6%) e 7 dias (11,1%). Conclusão: a prática de HIIT é capaz de promover alterações nos marcadores de dano muscular induzido pelo exercício avaliados tendo a creatina quinase e mioglobina como marcadores mais frequentes independentemente da variação dos protocolos utilizados nas sessões de exercício.

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