Comparação de diferentes modalidades de exercício físico sobre o Estado RedOx em programa de mudança do estilo de vida

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Trabalho científico
  • Eixo temático: 3. Fisiologia do Exercício e Saúde
  • Palavras chaves: Estado RedOx; Exercício físico; mudança do estilo de vida;
  • 1 Programa de Pós-Graduação em Patologia - Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” - Campus Botucatu
  • 2 Programa de Pós-Graduação em Patologia - Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” - Campus Botucatu;
  • 3 UNIFAC - Faculdades Integradas de Botucatu
  • 4 Hospital da Clínicas de Botucatu HC/SARAD
  • 5 Programa de Pós-Graduação em Patologia - Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”-Campus Botucatu
  • 6 Universidade Paulista

Comparação de diferentes modalidades de exercício físico sobre o Estado RedOx em programa de mudança do estilo de vida

Felipe Sarzi

UNIFAC - Faculdades Integradas de Botucatu

Resumo

Introdução: O desequilíbrio do estado RedOx(ER) tem sido apontado como principal pilar fisiopatológico das doenças crônicas não-transmissíveis(DCNTs). O exercício físico (EF) é recomendado como intervenção não-farmacológica no tratamento e prevenção das DCNTs, devido a sua competência em modular adaptações fisiopatológicas, melhorando a capacidade antioxidante. No entanto, a diversidade de modalidades de EF suscitam a dúvida sobre a eficiência destas na modulação do ER e redução de DCNTs. O objetivo deste estudo foi comparar as diferentes modalidades de EF na modulação do ER. Métodos: foram avaliadas no ingresso(M0) e após 10 semanas(M1), 265 mulheres do MEV "Mexa-Se Pró-Saúde"(2016-2019), conduzido pelo Centro de Metabolismo em Exercício e Nutrição-UNESP/Botucatu. As participantes foram distribuídas nas seguintes modalidades: hidroginástica(H), musculação(M), exercício combinado(EC) e intervalado de alta intensidade(HIIT). A frequência mínima foi de 3x/semana. A sessão de H durou 60min. em piscina com temperatura 28-30°C. A sessão de M foi composta por: 3x12repetições; 70-80% 1RM com 10 min. de alongamento no final. O EC consistiu de exercício aeróbio [10min. aquecimento + 30 min. (70-80%VO2máx)] + 40 min. de M (3x12repetições; 70-80% 1RM), finalizando com 10 min. de alongamento. O HIIT {10min. de aquecimento(70%FCmáx) + 4x4 min.(90%FCmáx) + 3 min. de recuperação ativa(70%FCmáx). Foram avaliados composição corporal e biomarcadores do ER: malondialdeído(MDA), razão pró-oxidativa glutationa oxidada/glutationa reduzida(GSSG/GSH) e antioxidantes: glutationa total(GSHt). Os dados foram expressos em mediana e intervalo interquartílico e comparados por ANOVA one way, p<0,05. Resultados: No M0 não foram observadas diferenças nos biomarcadores do ER entre as modalidades. No M1 houve diminuição nas concentrações de MDA (H: 0.871 (0.114-1.430); M: 0.718 (0.339-0.994); EC: 0.692 (0.067-1.162) e HIIT: 0.716 (0.230-1.042; p<0,0001);GSSG/GSH (H: 0.101 (0.035-0.213); M: 0.091 (0.034-0.134); EC: 0.093 (0.029-0.125) e HIIT: 0.082 (0.030-0.125) p=0,001) e GSHt (H: 6.336 (4.037-9.274); M: 7.100 (6.076-10.905); EC: 7.380 (6.010-11.504) e HIIT: 7.960 (6.103-11.460; p<0,0001). Assim, M, EC e HIIT apresentaram maiores reduções de agentes pró-oxidantes e aumento da capacidade antioxidante vs H. Não havendo diferenças entre M, EC e HIIT. Conclusão: As modalidades M, EC e HIIT foram eficazes na modulação do ER, apresentando-se como opção não farmacológica no tratamento das DCNTs e garantindo melhor qualidade de vida.

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