USO DE MATERIAIS REUTILIZÁVEIS NA CONSTRUÇÃO DE MODELOS MOLECULARES ADAPTADOS PARA DEFICIENTES VISUAIS NO ENSINO DE QUÍMICA

Vol. 1, 2025 - 335297
Apresentação oral
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Resumo

Estudantes cegos e com baixa visão apresentam dificuldades em assimilar conteúdos no ensino de Química. Esse desafio é agravado pela precarização de recursos adaptados, dificultando, assim, sua aprendizagem. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) busca promover uma educação ambiental participativa para construir sociedades sustentáveis. Nesse âmbito, a reutilização é uma estratégia importante ao possibilitar a produção de materiais didáticos de baixo custo, contribuindo para a preservação ambiental. Este trabalho objetiva a construção e implementação de modelos moleculares adaptados (MMAs) com materiais reutilizados no ensino de química para estudantes cegos e com baixa visão. Seu desenvolvimento ocorreu dentro Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência, vinculado à Universidade Federal do Ceará, subprojeto Licenciatura em Química, no núcleo da Escola Estadual Governador Adauto Bezerra. O público alvo foi constituído por cinco alunos do ensino médio, sendo dois cegos e três com baixa visão, distribuídos nas turmas de 2º e 3º anos. Este estudo tem caráter exploratório, descritivo e qualitativo, dividido em dois momentos. O primeiro constituiu-se com a seleção e construção dos MMAs juntamente com os estudantes. Os materiais reutilizados foram de fácil acesso, como: lápis, representando ligações covalentes; bolinhas de piscina, simbolizando elementos químicos; alfinetes, esquematizando pares de elétrons não ligantes. Outros materiais de natureza não reutilizável também foram usados, como cola, EVA, regletes e folhas de acetato PET denotando caracteres em Braille. O segundo momento foi a implementação dos MMAs, em formato de aulas, abordando conteúdos como geometria molecular, massa molar e polaridade. A atividade foi aceita com entusiasmo e expectativa pelos estudantes, promovendo estímulos táteis, ocasionando maior concentração e participação. Esta construção e implementação demonstrou-se uma ferramenta potencializadora para a educação inclusiva, pois aliou educação ambiental às necessidades da prática pedagógica, podendo auxiliar docentes e discentes com deficiência visual no processo de ensino-aprendizagem em Química.

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Instituições
  • 1 Universidade Federal do Ceará
  • 2 Escola Estadual Governador Adauto Bezerra
Eixo Temático
  • Inovação e Sustentabilidade
Palavras-chave
Ensino de Química
Deficiência visual
Inclusão escolar
Sustentabilidade