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SN1 vs SN2 on sp3 carbon: exploring structural and electronic effects of substrate by DFT
Bárbara Pereira Peixoto
Universidade Federal Fluminense
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Objetivo: racionalizar o caminho de reação preferencial das substituições nucleofílicas alifática. Para tal, foram avaliados substratos que não se enquadram unicamente nos modelos uni- e bimolecular. São eles: secundário, secundário congestionado e alfa-heteroátomo. A via SN2 mostrou ser favorecida para os substratos avaliados, exceto para 1-cloro-N-metiletanamina.
Antonio Douglas da Silva Lima
Olá Bárbara, excelente trabalho, meus parabéns, é um estudo muito rico. A respeito dos resultados da energia de ativação do sistema SN2 e da energia de formação do carbocátion no SN1 considerando o efeito de solvatação, qual o solvente adotado no modelo de solvatação implícita do estudo realizado? A análise realizada quanto o efeito do solvente na estabilização dos íons presentes nas etapas reacionais de ambos os mecanismos poderiam variar de formas distintas ao considerar outros tipos de solvente e suas polaridades, representadas pela dieletricidade no modelo de solvatação implícita? Por último, como poderia ser interpretado a atuação do solvente ao reduzir a energia de formação do carbocátion no SN1, enquanto que o solvente promove um aumento da barreira energética no estado de transição do SN2? Novamente, parabenizo seu trabalho e sua apresentação. Att., Antonio Douglas Guedes.
Ricardo Oliveira
Olá Bárbara, trabalho interessante. Tenho algumas dúvidas. 1) Qual seria o efeito da troca de Cl por F e/ou Br? 2) O solvente explícito pode ser importante nessas reações, pretende testar esse efeito também?
Bárbara Pereira Peixoto
Olá, Ricardo! Nosso grupo de pesquisa está avaliando a solvatação explícita nessas reações, caso queira saber um pouco mais sobre o título do trabalho é "Solvolysis of alkyl halides: the role of water as explicit solvent in SN1 and SN2 mechanism" (https://proceedings.science/sbqt-2021/papers/solvolysis-of-alkyl-halides--the-role-of-water-as-explicit-solvent-in-sn1-and-sn2-mechanism). O trabalho está em andamento e pretende-se avaliar o efeito da troca de Cl por outros íons também!
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Bárbara Pereira Peixoto
Olá, Antonio! O solvente utilizado no modelo de solvatação implícita foi a formamida, um solvente com alta constante dielétrica (Ɛ= 108,94). Como apresentado no final do vídeo, a atuação do solvente ao reduzir a energia de formação do carbocátion no mecanismo SN1 pode ser explicada pela estabilização dos íons presentes nas etapas reacionais (carbocátion, cloretos). Por outro lado, o solvente polar promove um aumento da barreira energética para SN2, uma vez que estabiliza mais o complexo pré-reativo carregado que o estado de transição concertado. A energia de solvatação é muito mais favorável para reagentes onde a carga está localizada no nucleófilo, como por exemplo, o cloreto. Em vez disso, no estado de transição, a carga total (negativa) é deslocalizada sobre o nucleófilo, o átomo central e o grupo de saída, com uma redução da energia de solvatação. Como resultado, ocorre um aumento substancial da barreira e, portanto, as reações são muito mais lentas em solução do que em fase gás.