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Revisitando a estrutura eletrônica do [Co(CN)6]3-
Amanda Dornela Torres
Confédération Générale des Entreprises du Maroc
Now you could share with me your questions, observations and congratulations
Create a topicUma das classes de compostos contendo ligações carbono-metal mais simples é a dos cianocomplexos. Nesse trabalho pretende-se revisitar a estrutura eletrônica do íon complexo hexacianocobaltato(III). Para isso foram usados os métodos DFT/ PBE0, TD-DFT/PBE0, CASSCF/NEVPT2 e MC-RPA, todos usando a base def2-TZVP. Pelos resultados obtidos até agora pôde-se constatar o caráter multiconfiguracional das transições centradas no metal. Além disso, observou-se que os modos de deformação angular contribuem mais para o efeito de acoplamento vibrônico.
Aline de Oliveira
Olá, Amanda! Tudo bem? Sobre os programas que você utilizou para as simulações, por que foi necessário usar tanto o ORCA quanto o Gaussian? Uma outra curiosidade é como você fez os orbitais CAS e KS. Qual o formato dos arquivos você utilizou para fazê-los e em qual programa você fez as imagens?
Lucas Welington de Lima
Parabéns Amanda, ótimo trabalho!
Você comentou que o sistema estudado possui um forte caráter multiconfiguracional. Sendo assim, a contaminação de spin obtida com o PBE0 não seria também grande? E, se a contaminação de spin foi grande, usar o PBE ao invés do PBE0 não ajudaria a diminuir esse problema?
Amanda Dornela Torres
Olá. Muito obrigada!
Então, se eu entendi bem sua pergunta, a contaminação de spin não vai ser uma discussão relevante no nosso trabalho porque o sistema é camada fechada. Em momento nenhum a gente faz cálculos não restritos que possam ter contaminação de spin. Quando eu comento do caráter multiconfiguracional no vídeo, eu queria apenas ressaltar que para as transições centradas no metal o CASSCF apresenta melhores resultados, indicando que deve existir um caráter multiconfiguracional nesse complexo, que possui um metal da primeira linha de transição. E sobre o funcional, não chegamos a testar o PBE. Testamos alguns outros, mas o PBE0 tem mostrado ótimos resultados.
Lucas Welington de Lima
Ah, entendi agora!
Eu fiquei me perguntando sobre essa questão do funcional e possíveis problemas de contaminação de spin, mas agora ficou tudo mais claro. Obrigado!
Amanda Dornela Torres
Que bom! Imagina. (:
Yuri Alexandre Aoto
Oi Amanda, quando você diz que o sistema é camada fechada imagino que apenas no estado fundamental, não? Imagino que o estado de transferência de carga deve ser camada aberta, mesmo sendo singleto, não?
Amanda Dornela Torres
Sim, mas eu não estou usando cálculos não restritos. Minhas funções são autofunções de spin.
Rodrigo Albuquerque
Boa tarde Amanda,
Excelente apresentacao. Bastante clara e objetiva. Gostaria de saber o motivo de ter recorrido ao GAUSSIAN para finalizar o seu trabalho.
Obrigado
Amanda Dornela Torres
Olá. Muito obrigada!
Eu recorri ao Gaussian apenas para me ajudar com a simetria dos modos de vibração porque o ORCA não reconhece a simetria octaédrica.
Iran Ferreira da Silva
Olá, Amanda. Parabéns pelo excelente trabalho. Minhas primeira dúvida reside na parte de obtenção das FOO, qual ferramenta você utilizou para obter os valores de FOO usados para simular o espectro de absorção? Com relação ao estado LMCT, a metodologia CASSCF/NEVPT2 mostra configurações compatíveis com esse estado na região de 150 nm? Mais uma vez, parabéns pelo excelente trabalho.
Atenciosamente, Iran
Amanda Dornela Torres
Olá. Muito obrigada! Eu obtive as FOOs para cada deslocamento pelo ORCA mesmo, rodando um cálculo para cada pequena distorção da geometria. Com esses valores eu fiz um script em python para me ajudar a plotar os gráficos e obter os valores de FOO totais. Sobre o LMCT, como eu comentei no vídeo, eu escolhi um espaço ativo composto majoritariamente por orbitais centrados no metal porque a região onde aparecem essas transições era o meu foco nesse trabalho. Existe uma pequena contribuição dos ligantes, mas são principalmente orbitais do metal. Eu acho que para que eu possa te dizer com certeza que o CAS mostra configurações compatíveis com o LMCT, eu deveria refazer esse cálculo escolhendo um espaço ativo que inclua mais orbitais dos ligantes.
Yuri Alexandre Aoto
Oi Amanda, boa apresentação! Uma pergunta sobre o NEVPT não descrever bem a transferêcia de carga: Pelo que pude perceber, me corrija se for o contrário, os seus oribitais CAS que tem contribuição dos ligantes são bem diferentes dos orbitais DFT que apresentaram transferência de carga (você comenta que eles, do CAS, são mesmo centrados no metal). Será essa a origem do erro no NEV? Será que um espaço ativo diferente, talvez até menor, mas com orbitais do ligante mais apropriados, conseguiria fornecer valores NEVPT melhores?
Amanda Dornela Torres
Olá. Muito obrigada! Sim, eu acho que essa é sim a origem do erro. Eu deveria usar um espaço ativo com mais orbitais do ligante para descrever apropriadamente essa região do espectro com esse nível de cálculo. Eu não fiz porque a região centrada no metal era o foco principal nesse trabalho, por isso escolhemos priorizar nosso espaço ativo no metal e como o TDDFT deu uma descrição boa, decidimos seguir com ele por enquanto.
Carlos Eduardo Vieira de Moura
Oi, Amanda! Parabéns sobre o excelente trabalho! Tenho algumas perguntas!
(que, acredito, não foram respondidas pela limitação do tempo da apresentação mesmo)
1) Sobre o caráter multirreferência do problema eletrônico: É esperado que o caráter multirreferência seja encontrado no estado fundamental ou nos estados excitados? Qual é o perfil de ocupação dos orbitais naturais obtidos?
2) Sobre os resultados CASSCF/NEVPT2: Como foram obtidos os estados excitados utilizando estes métodos?
3) Sobre o modelo de acomplamento vibrônico: Quantos pontos são necessários por modo normal? Quantos cálculos foram realizados neste procedimento para se simular o espectro?
Obrigado!
Amanda Dornela Torres
Olá. Muito obrigada!
Pelos nossos cálculos a gente ve um certo caráter nos dois, mas principalmente nos excitados.
Para esses cálculos eu comecei usando orbitais RHF como referência inicial e fiz um state-average pedindo meus 9 estados. Depois disso, peguei esses orbitais otimizados e fiz o NEVPT2 em cima e essas foram as energias que mostrei.
Sobre as FOOs, eu usei 44 pontos por modo, mas eu rodei 22 pontos, distorcendo a geometria para um lado e repliquei para o outro lado "aproveitando" a simetria do sistema. São 18 modos que induzem as transições centradas no metal, então no fim foram 396 cálculos por método para essas transições.
Carlos Eduardo Vieira de Moura
Olá, Amanda. Obrigado pela resposta! Tenho mais uma curiosidade sobre o método de acoplamento vibrônico: Existe algum critério para definir o número de pontos e o deslocamento entre eles?
Amanda Dornela Torres
Não. Ter muitos pontos é bom para fazer o gráfico, mas não existe um número específico de pontos que tenha que ser usado. Nós tentamos pegar mais pontos perto da geometria de equilíbrio, onde a função vibracional vai ser maior, então eu desloco de 1 em 1% até chegar 15% e depois aumento um pouco o espaçamento.
Amanda Dornela Torres
Também depende muito do método que você vai usar. Cada ponto é um cálculo e métodos muito custosos impedem de usar muitos pontos.
Carlos Eduardo Vieira de Moura
Obrigado pela resposta, novamente! Imagino, então, que uma avaliação sistemática disso poderia refinar o método para uma aplicação mais ampla. Seria bastante interessante essa ferramenta para acoplamento vibrônico!
Amanda Dornela Torres
Sim! Eu fiz alguns scripts para me ajudar a automatizar alguns processos, até porque no final eu tenho muitos dados para olhar até gerar o espectro simulado. Mas ainda tem bastante coisa que poderia melhorar nesse sentido.
EDUARDO DOS ANJOS
Olá amanda, há algum motivo especial para a escolha dessa base? Por que não outra? Parabéns pelo trabalho.
Amanda Dornela Torres
Olá. Muito obrigada!
Nós testamos algumas outras, e ainda estamos testando algumas coisas, e até agora essas escolhas tem mostrado uma boa relação entre resultado e custo. Mas ainda é um projeto em andamento. Na verdade, esse projeto faz parte de um projeto maior, então nós queríamos fazer uma escolha que fizesse sentido no projeto inteiro.
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Amanda Dornela Torres
Olá. Tudo bem e você?
Eu usei o Gaussian só para me ajudar com a simetria dos modos de vibração porque o ORCA não reconhece a simetria octaédrica.
O ORCA gera um arquivo .gbw que pode ser usado no programa orca_plot, um programa do ORCA mesmo, para obter os orbitais.
Outra possibilidade é no input pedir "LargePrint" e a partir do output mesmo renderizar os orbitais no programa de visualização que você preferir. Esses do vídeo eu renderizei no Chemcraft.
Aline de Oliveira
Tudo bem também, Amanda! Obrigada pelo retorno. Parabéns pelo trabalho!
Amanda Dornela Torres
Obrigada!
Rodrigo da Silva Bitzer
Boa noite Amanda,
Parabéns pelo trabalho!
Tenho uma pergunta sobre a atribuição da banda de transferência de carga. Não ficou muito claro como você chegou à conclusão de que a banda em 200 nm é CT L->M. Poderia, por favor, falar um pouco mais sobre isso?!
Amanda Dornela Torres
Olá. Muito obrigada!
Quando eu faço o TDDFT o output me diz os orbitais envolvidos em cada transição. Com essa informação eu plotei os orbitais dessas transições em 200 nm e vi que são transições que saem de orbitais mais centrados no ligante para orbitais mais centrados no metal.