The love chemistry of tacacá: an approach valuing traditional knowledge and non-formal spaces in Amazonia for teaching chemistry

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: e-Pôster
  • Eixo temático: Ensino de Química - EDU
  • Palavras chaves: educação para a diversidade; tacacá; Ensino de Química; Espaços não formais;
  • 1 Universidade Federal do Amazonas

The love chemistry of tacacá: an approach valuing traditional knowledge and non-formal spaces in Amazonia for teaching chemistry

Pamela Pereira Nunes

Universidade Federal do Amazonas

Resumo

A Caravana da Diversidade é uma rede de pesquisadorxs com ênfase na formação de professorxs sensíveis à diversidade cultural, respeito às diferenças e combate às desigualdades. Além disso, produz bionarrativas sociais digitais. A Caravana foi fundada em 2018, e nela realizamos duas edições remotas do evento homônimo, em 2020 e 2021. Nestes, apresentamos para cientistas, professores e estudantes uma atividade intitulada "A Química do Amor ao Tacacá". Nesta atividade, trabalhamos o tema do prato típico “tacacá”, além de relacionarmos os saberes
etnológicos com o ensino da Química, valorizando o uso de espaços não formais amazônicos para o ensino e discussão da química.
Neste contexto, a região amazônica possui uma grande diversidade de ambientes para o ensino de Ciências. Estes espaços fora da sala de aula são conhecidos como espaços não formais e ocorrem em ambientes urbanos e rurais, e os encontramos tanto na capital como no interior do Estado. Para esta abordagem, apresentamos a origem, composição e importância econômica, bem como história, memória e legado das tacacazeiras de Parintins. Mulheres simpáticas, sorridentes e acolhedoras. As pioneiras subsistem na memória afetiva e no paladar da geração que vivenciou essa relação histórica com o tacacá na ilha do boi-bumbá. Essa iguaria é fruto de um processo histórico, dos nossos antepassados, dos povos indígenas, que foram passados por gerações, saberes etnológicos. Trazer o tema
tacacá para a Caravana é reconhecer o valor social e gnosiológico da cultura local, base do saber local. Sua simbologia, identidade da culinária amazônica em Parintins, importância cultural e econômica. As bancas de tacacá não são apenas
uma mesa de alimento, mas também um ambiente de aprendizagens, de troca de experiências e diversidade de saberes. Ademais, a riqueza de ingredientes e processos envolvidos permitiu discutirmos diversos aspectos relacionados à química.
Nas discussões, também exploramos os ambientes amazônicos, que são fontes de conteúdos para o ensino e, quando bem direcionados, podem trazer benefícios para a formação de alunos e professores, sendo utilizados como complemento em relação ao ensino formal. Desta forma é importante conhecermos os espaços e estudar as suas possibilidades didáticas. Portanto, com esta atividade, adotamos a temática regional para contextualizar conceitos químicos no ensino, além de enriquecermos conceitos da química da amazônia com o uso dos espaços não formais.

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Autor

Pamela Pereira Nunes

A recepção é invariavelmente boa, talvez porque o nome do evento seja simpático e represente um tema candente.
Nas grandes cidades, dado que os processos de invasão cultural, de apagamento das culturas tradicionais é mais brutal, os estudantes encontram mais dificuldades, quer para assumir suas origens, quer porque suas atuais problemáticas estão muito distantes.
Nos municípios menores, ao contrário, é frequente que os participantes se sintam automaticamente identificados com a proposta.
Outra questão que envolve a recepção da proposta é o formato remoto pós-pandemia, que reduziu essas divisões (o que é positivo), mas trouxe problemas no sentido da relação mais afetiva que é um dos aspectos mais fundamentais da Caravana.
Ademais, mantemos também uma página no facebook contendo alguns de nossos conteúdos, https://www.facebook.com/caravanadiversa , e participamos da Semana de Química da UFAM, evento que ocorreu na Semana de Ciência e Tecnologia. Nesta última trabalhamos com cerca de 50 professores de escolas, que participaram com seus alunos, podendo ter alcançado cerca de 2000 participantes.
Quanto a fundamentação, alguns trabalhos consultados, mas não citados ajudam a entender o contexto onde nossos assuntos foram trabalhados:
FERREIRA, Maria Lenilda Glória et al. Uma proposta de ensino baseada nos saberes locais para a promoção da aprendizagem significativa em química. 2020;
RODRÍGUEZ, Arelis; AZEVEDO FILHO, João. ESPAÇOS NÃO FORMAIS NA DISCIPLINA QUÍMICA AMBIENTAL: ESTUDO DE CASO EM PARINTINS/AM. Revista Areté | Revista Amazônica de Ensino de Ciências, [S.l.], v. 6, n. 11, p. 195-207, abr. 2017. ISSN 1984-7505;
TERÁN, Augusto F.; SEIFFERT-SANTOS, Saulo C. Temas sobre ensino de ciências em espaços não formais: avanços e perspectivas. Manaus: UEA Edições, 2016;
TOLEDO, Víctor M.; BARRERA-BASSOLS, Narciso. La memoria biocultural: la importancia ecológica de las sabidurías tradicionales. Icaria editorial, 2008.

Caian Cremasco Receputi

Excelente Pamela, agradeço a resposta e volto a parabenizar pelo desenvolvimento do projeto. Vou buscar estudar as referências mencionadas. Foi importante disponibilizar a página do projeto, assim mais pessoas podem acompanhar a atividade que vocês estão desenvolvendo. 

Autor

Pamela Pereira Nunes

Muito obrigada Caian! Agradecemos pelas considerações e retorno. E bons estudos.