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Determinação e distribuição de Cu, Fe e Zn em camapu por espectrometria de emissão óptica com plasma acoplado indutivamente
Cecilia Correia Pereira
UFPA/ PPGQ
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Crie um tópicoA região Amazônica apresenta diversas espécies frutíferas, dentre as quais se destaca a Physalis angulata, conhecida como camapu. Essa fruta pode ser consumida in natura ou na forma de suco. O suco do camapu é utilizado como sedativo, diurético, depurativo e antirreumático1. O objetivo deste estudo foi avaliar os níveis totais de cobre, ferro e zinco e também nos extratos proteicos, lipídicos e no resíduo final após o procedimento de extração sequencial por espectrometria de emissão óptica com plasma acoplado indutivamente (ICP OES). Primeiramente, a remoção de lipídeos foi realizada no camapu usando clorofórmio e metanol (2:1). As frações proteicas foram obtidas após extração sequencial usando quatro diferentes soluções extratoras. A amostra de camapu e as frações proteicas foram digeridas em forno de micro-ondas com cavidade com ácido nítrico diluído e peróxido de hidrogênio. Os teores totais de Cu, Fe e Zn no digerido de camapu variaram de 10,8 à 32,7 mg kg-1. Na fração lipídica foram obtidos níveis de Cu, Fe e Zn variando de 0,07 à 0,5 mg kg-1. Ferro foi encontrado em maior teor no resíduo. Elevados teores de Cu e Zn foram encontrados associados à albumina (extração com água) quando comparado aos outros extratores. Por outro lado, níveis elevados de ferro foram obtidos na fração referente às globulinas (extração com NaCl). A exatidão do procedimento de análise proposto foi avaliada utilizando o método de adição e recuperação de analito. As recuperações para Cu, Fe e Zn variaram de 88,3 a 109,6 %. Este estudo mostrou que os elementos estudados no camapu foram encontrados associados às proteínas albumina, globulinas, glutelinas-1 e glutelinas 2.
1Dias, F. G. B; Ferreira, M. J. G; Silva, L. M. R; Menezes, R. C.S; Figueiredo, E. A. T. Bioaccessibility of the bioactive compounds and antimicrobial activity of aqueous extracts of Physalis angulata L.1. Revista Ciência Agronômica, v. 51, n. 3, e20196619, 2020.
João Romano
Parabens pela apresentação e pelo trabalho!
Gostaria de saber se vocês pretendem dar continuidade na pesquisa e se é conhecido a relação entre as metaloproteínas e os efeitos benéficos desta fruta.
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Cecilia Correia Pereira
Muito obrigada, João! Pretendemos continuar com a pesquisa, a priori pensamos em utilizar outra técnica analítica (cromatografia) para identificar possíveis espécies desconhecidas. Quanto à relação das metaloproteínas com os benefícios do camapu, destaco a própria função, no organismo humano, dos micronutrientes estudados (Cu, Fe e Zn), já que eles participam de atividades essenciais no metabolismo, como por exemplo as funções de transporte e processos enzimáticos.