Determinação de elementos essenciais, não essenciais e potencialmente tóxicos em frutas da região amazônica por ICP OES

Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Detalhes
  • Tipo de apresentação: e-Pôster
  • Eixo temático: Alimentos e Bebidas - BEA
  • Palavras chaves: Frutas da Amazônia; composição nutricional e toxicológica; Digestão ácida; ICP OES;
  • 1 QUÍMICA / ICEN / Universidade Federal do Pará
  • 2 PPGQ / ICEN / Universidade Federal do Pará
  • 3 Instituto de Ciências Exatas e Naturais / Universidade Federal do Pará

Determinação de elementos essenciais, não essenciais e potencialmente tóxicos em frutas da região amazônica por ICP OES

Mariane Gama Nabiça

PPGQ / ICEN / Universidade Federal do Pará

Resumo

A Amazônia brasileira apresenta uma diversidade de frutas comestíveis com cerca de 220 frutos. Nos últimos anos, o interesse por essas frutas nativas têm aumentado, principalmente devido à busca incessante por novos produtos e sabores exóticos. No entanto, devido à ampla biodiversidade amazônica, muitas frutas típicas são inexploradas e suas características químicas são indefinidas. Do ponto de vista nutricional e toxicológico, estudos que envolvem a composição química de alimentos são de extrema importância. Sendo assim, neste estudo a determinação de elementos essenciais (Ca, Na, Fe, K, Mg, Mn, Se e Zn), não essenciais (Al, Ba, Sr e Ti) e potencialmente tóxicos (As, Cd, Sb e Pb) em amostras de bacuri, biribá, cacau, muruci, tapereba e tucumã por espectrometria de emissão óptica com plasma acoplado indutivamente (ICP OES) foi proposto. As amostras foram digeridas em forno de micro-ondas com cavidade usando uma combinação de ácido nítrico (14 mol L-1), água ultrapura e peróxido de hidrogênio 30% m/m-1. A exatidão do procedimento de preparo de amostra e das medidas por ICP OES foram avaliadas pelo método de adição e recuperação do analito e as recuperações obtidas variaram de 85 a 113%. Os limites de detecção (LDs) foram de 0,02 mg kg-1 (Cd) a 11, 27 kg-1 (K). Os resultados obtidos mostraram que nas amostras de frutas, o elemento que apresentou o teor mais elevado foi o K (5236,48 a 14568,04 mg kg-1), seguido por Ca (190,47 a 1952,37 mg kg-1), Mg (676,64 e 1637,92 mg kg-1), Na (5,17 a 236,53 mg kg-1), Fe (6,93 a 60,05 mg kg-1), Zn (3,79 a 25,83 mg kg-1), Mn (1,51 a 16,35 mg kg-1), Ba (5,17 a 236,53 mg kg-1), Sr (0,79 a 11,64 mg kg-1) e Cd (0,041 a 0,067 mg kg-1). Al, As, Pb, Sb, Se e Ti em todas as frutas estudadas estavam abaixo do limite de detecção. Além disso, os teores de Ca, Fe, Mg, Mn, K, Na, se e Zn não excederam os valores da ingestão alimentar recomendada (IOM, 2011; IOM, 2001) e a avaliação do percentual de contribuição nas frutas (0,1% a 95%) revelou que esses alimentos podem ser considerados como ricos ou fonte desses minerais para a dieta humana (ANVISA, 2019). Sendo assim, este estudo apresentou resultados que ampliam o conhecimento sobre a composição elementar das frutas da região amazônica e serão úteis e de interesse na área nutricional e toxicológica.

Referências:
ANVISA. IDR. Ingestão Diária Recomendada - Portaria 33/98 - SVS/MS, Janeiro 13, 1998. Revisado em maio 31, 2019 de: http://portal.anvisa.gov.br.
IOM. Institute of Medicine. Dietary Reference Intakes for Vitamin A, Vitamin K, Arsenic, Boron, Chromium, Copper, Iodine, Iron, Manganese, Molybdenum, Nickel, Silicon, Vanadium, and Zinc. 2001.
IOM. Institute of Medicine. Dietary reference intakes for calcium and vitamin D, Washington DC, National Academy Press. 2010.

Compartilhe suas ideias ou dúvidas com os autores!

Sabia que o maior estímulo no desenvolvimento científico e cultural é a curiosidade? Deixe seus questionamentos ou sugestões para o autor!

Faça login para interagir

Tem uma dúvida ou sugestão? Compartilhe seu feedback com os autores!