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Contextualização: As Ocupações Urbanas se caracterizam como identidades territorializadas que exercem posse em espaços urbanos não utilizados, subutilizados ou não edificados, e se mantêm em mobilização continuada pelo exercício dos direitos à moradia e à cidade (1). Em Belo Horizonte, aproximadamente 30.000 moradores de ocupações urbanas como Dandara, Rosa Leão, Pátria Livre e Eliana Silva enfrentam problemas estruturais como esgoto a céu aberto, falta de água, falta de energia e falta de condições mínimas sanitárias. Somado a isso, os moradores enfrentam recorrentes ameaças de despejo e tem sido vítimas de violência do Estado. Pela falta de regularização e de reconhecimento das ocupações, mas também em função de barreiras burocráticas reforçadas por estigma e práticas de exclusão, os moradores de várias ocupações ainda enfrentam barreiras de acesso aos serviços de saúde, reforçando processos de adoecimento.. Processo de escolha do tema e de produção da obra: As gravações se deram no contexto do projeto de extensão "Educação Popular em Saúde nas Ocupações Urbanas da região metropolitana de Belo Horizonte" da Faculdade de Medicina da UFMG e por meio de um edital de produtos extensionistas. O tema se definiu junto com os moradores e militantes que atuam na ocupação por meio de reuniões. Buscou-se produzir um documentário capaz de desafiar o estigma associado às ocupações urbanas e retratar as vidas que se constroem dentro das ocupações a partir das narrativas dos sujeitos que fizeram de um predio abandonado sua casa.. Objetivo e período de Realização: Trata-se de um documentário (curta-metragem) sobre as vidas, a saúde e a moradia na ocupação Pátria Livre, na favela da Pedreira em Belo Horizonte, MG. O documentário retrata a história da ocupação e explora os significados de saúde, vida e moradia a partir das falas dos moradores da Pátria Livre e dos militantes do Movimento de Trabalhadores por Direitos (MTD) que atuam na ocupação.. Descrição da Produção: As gravações foram realizadas no segundo semestre de 2023, envolvendo professores e estudantes-extensionistas vinculados ao projeto. O documentário inicia-se com falas de moradores que retratam a história da ocupação, relembrando o momento da ocupação. Posteriormente se abordam os temas saúde, vida e moradia, intercalando falas de moradores e militantes do movimento MTD com imagens do dia-a-dia da ocupação.. Análise crítica da obra: O documentário é produto de uma produção coletiva e dialogada com moradores da ocupação e movimentos sociais que atuam na ocupação e busca servir como uma ferramenta na visibilização das demandas dos moradores e na produção de diálogos horizontais sobre o direito à moradia, à saúde e à cidade, que envolvem populações historicamente e estrategicamente invisibilizadas.. Referências: (1) Dias MT et al (2015). Ocupações urbanas em Belo Horizonte e a (re)construção espacial da cidade: um estudo de caso da ocupação Camilo Torres. Revista de Ciências HUMANAS, Florianópolis, v. 49, n. 2, p. 205-223, jul-dez 2015..
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